A crescente demanda mundial por pescados, utilizados para alimentação animal, inclusive de salmão, ameaça a população de peixes do Pacífico Sul, principalmente do Peru. É o que afirma a revista The Ecologist.
O problema, de acordo com a publicação, estaria ocorrendo devido a irregularidades generalizadas como violação de normas e sobrepesca indiscriminada com o uso de modernas tecnologias que desconsideram a capacidade de reprodução em ambientes naturais e os estoques pesqueiros.
Recentemente, uma pesquisa, realizada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), descobriu que muitas empresas de pesca estão fraudando suas quotas o que ameaça as espécies, como as anchoveta (Engraulis ringens) e cavala jack (Trachurus murphyi).
As pesquisas do ICIJ chamam a atenção para a questão da pesca predatória, impulsionada em parte por frotas asiáticas e européias, que já empobreceu os oceanos da Ásia e da Europa e agora ameçam a as águas do Peru e Chile.
O Peru é o segundo maior país pesqueiro do mundo, movimentando cerca de US$ 1,6 bilhão em pescados, com exportações que chegam a 1 milhão de toneladas anuais, montante só superado pela produção chinesa.
Mais informações:
http://www.theecologist.org/News/news_analysis/1218644/perus_vanishing_fish_stocks_devastated_by_growing_fishmeal_demand.html
http://www.ecodebate.com.br/2009/07/24/sobrepesca-e-sobrevivencia-dos-oceanos-uma-reflexao-com-as-criancas-artigo-de-magda-von-brixen/
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Começa sequenciamento do genoma de peixes brasileiros
Tambaqui (Colossoma macropomum) e cachara (Pseudoplatystoma reticulatum) serão as primeiras espécies brasileiras de peixe a terem seu genoma sequenciado. O trabalho se dará na segunda edição do Projeto Rede Genômica Animal da Embrapa, que já promoveu importantes avanços no sequenciamento genético de espécies bovinas, suínas e de aves.
A próxima edição do Projeto, cuja pré-proposta já foi aprovada pela Embrapa, irá incluir o sequenciamento de caprinos e peixes. Parte dos trabalhos começará em março de 2012 por meio de apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o qual aprovou duas propostas relacionadas ao sequenciamento em seu edital universal nº 14 de 2011.
O Projeto Rede Genômica Animal continuará sob a coordenação do geneticista Alexandre Rodrigues Caetano, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF). O sequenciamento dos peixes se dará no âmbito de quatro planos de ação do Projeto que serão liderados por pesquisadores da unidade de Brasília e também da Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO).
O sequenciamento do cachara ficará sob a coordenação de Caetano e dos pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura, Anderson Luís Alves e Luciana Villela. A pesquisa com o tambaqui estará a cargo de Eduardo Souza Varela, da unidade de Palmas, e Samuel Rezende Paiva, de Brasília.
“Tambaqui e cachara são espécies de grande importância comercial para o Brasil”, colocou Anderson Alves ressaltando que o sequenciamento do genoma no exterior tem possibilitado aprimorar o melhoramento genético de espécies de peixes o que se traduz em ganhos de produtividade. É o caso da tilápia (Oreochromis niloticus) e do salmão do atlântico (Salmo salar).
Entre as possibilidades do trabalho, segundo explica o pesquisador, está a identificação de genes importantes como aqueles responsáveis pelo crescimento ou pela resistência a doenças, por exemplo. Nesses casos, será possível selecionar exemplares com melhor perfil genético que cresçam mais e sejam menos vulneráveis a enfermidades.
Híbridos e banco de germoplasma
Outro avanço promovido por essa pesquisa será o levantamento do grau de hibridização que envolve essas espécies. “Tanto o tambaqui como o cachara foram submetidos em cativeiro a diversos cruzamentos com outras espécies, e hoje esses híbridos já são encontrados na natureza”, assinalou Alves.
Com o sequenciamento, o pesquisador espera desenvolver uma plataforma de genotipagem capaz de identificar exemplares puros e híbridos na natureza e em plantéis de reprodutores.
O Projeto ainda ajudará a iniciar o banco de germoplasma de peixes da Embrapa, que será montado na unidade de Palmas da empresa. Será a primeira vez que o Brasil sequenciará genomas de peixes.
O primeiro pescado a ter o genoma sequenciado no país foi o camarão do Pacífico (Litopenaeus vannamei) executado no início da década de 2000 e financiado pela Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Agricultura e Abastecimento e governo do Estado do Rio Grande do Norte.
A próxima edição do Projeto, cuja pré-proposta já foi aprovada pela Embrapa, irá incluir o sequenciamento de caprinos e peixes. Parte dos trabalhos começará em março de 2012 por meio de apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o qual aprovou duas propostas relacionadas ao sequenciamento em seu edital universal nº 14 de 2011.
O Projeto Rede Genômica Animal continuará sob a coordenação do geneticista Alexandre Rodrigues Caetano, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF). O sequenciamento dos peixes se dará no âmbito de quatro planos de ação do Projeto que serão liderados por pesquisadores da unidade de Brasília e também da Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO).
O sequenciamento do cachara ficará sob a coordenação de Caetano e dos pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura, Anderson Luís Alves e Luciana Villela. A pesquisa com o tambaqui estará a cargo de Eduardo Souza Varela, da unidade de Palmas, e Samuel Rezende Paiva, de Brasília.
“Tambaqui e cachara são espécies de grande importância comercial para o Brasil”, colocou Anderson Alves ressaltando que o sequenciamento do genoma no exterior tem possibilitado aprimorar o melhoramento genético de espécies de peixes o que se traduz em ganhos de produtividade. É o caso da tilápia (Oreochromis niloticus) e do salmão do atlântico (Salmo salar).
Entre as possibilidades do trabalho, segundo explica o pesquisador, está a identificação de genes importantes como aqueles responsáveis pelo crescimento ou pela resistência a doenças, por exemplo. Nesses casos, será possível selecionar exemplares com melhor perfil genético que cresçam mais e sejam menos vulneráveis a enfermidades.
Híbridos e banco de germoplasma
Outro avanço promovido por essa pesquisa será o levantamento do grau de hibridização que envolve essas espécies. “Tanto o tambaqui como o cachara foram submetidos em cativeiro a diversos cruzamentos com outras espécies, e hoje esses híbridos já são encontrados na natureza”, assinalou Alves.
Com o sequenciamento, o pesquisador espera desenvolver uma plataforma de genotipagem capaz de identificar exemplares puros e híbridos na natureza e em plantéis de reprodutores.
O Projeto ainda ajudará a iniciar o banco de germoplasma de peixes da Embrapa, que será montado na unidade de Palmas da empresa. Será a primeira vez que o Brasil sequenciará genomas de peixes.
O primeiro pescado a ter o genoma sequenciado no país foi o camarão do Pacífico (Litopenaeus vannamei) executado no início da década de 2000 e financiado pela Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Agricultura e Abastecimento e governo do Estado do Rio Grande do Norte.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Aquabio promove curso de redação científica
A Sociedade Brasileira de Biologia Aquática (Aquabio) promoverá uma nova edição do curso de redação científica, em Recife, no período de 5 a 9 de março deste ano. As aulas serão ministradas na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e têm o apoio do programa de pós-graduação em Recursos Pesqueiros e Aquicultura.
O tema abordado será a ética e a estrutura de trabalhos científicos. O curso contará com aulas expositivas e abordará recursos de informática que podem ser utilizados na produção.
O curso será ministrado pelo professor da Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), José Eurico Possebon Cyrino.
As disciplinas abrangem todo o processo, fundamentos do pensamento científico, técnicas de planejamento e de elaboração de artigos e outros aspectos como a ética na publicação, a escolha de veículos para enviar artigos e as metodologias para apresentações de trabalhos científicos.
Em dezembro de 2011, o curso foi realizado em Florianópolis e outras regiões do Brasil serão contempladas ainda em 2012.
Mais informações no site:http://www.aquabio.com.br
O tema abordado será a ética e a estrutura de trabalhos científicos. O curso contará com aulas expositivas e abordará recursos de informática que podem ser utilizados na produção.
O curso será ministrado pelo professor da Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), José Eurico Possebon Cyrino.
As disciplinas abrangem todo o processo, fundamentos do pensamento científico, técnicas de planejamento e de elaboração de artigos e outros aspectos como a ética na publicação, a escolha de veículos para enviar artigos e as metodologias para apresentações de trabalhos científicos.
Em dezembro de 2011, o curso foi realizado em Florianópolis e outras regiões do Brasil serão contempladas ainda em 2012.
Mais informações no site:http://www.aquabio.com.br
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Tubarão hídrido descoberto na Austrália
Um trabalho de catalogação da Universidade de Queensland, na Austrália, acabou descobrindo exemplares do que pode ser o primeiro tubarão híbrido do mundo.
Os animais encontrados são originários do cruzamento das espécies tubarão-de-ponta-negra australiano (Carcharhinus tilstoni) com o ponta-negra comum (Carcharhinus limbatus).
O primeiro é menor e vive em águas tropicais enquanto que o ponta-negra comum habita lugares gelados e só é encontrado a 2.000 quilômetros da costa australiana.
A descoberta foi feita na costa leste da Austrália e os pesquisadores de Queensland desconfiam que as espécies se encontraram devido às mudanças climáticas globais que afetaram a temperatura dos oceanos.
O grupo de pesquisa pretende agora fazer um mapeamento genético com os animais para verificar quando esse hibridismo se iniciou.
Os animais encontrados são originários do cruzamento das espécies tubarão-de-ponta-negra australiano (Carcharhinus tilstoni) com o ponta-negra comum (Carcharhinus limbatus).
O primeiro é menor e vive em águas tropicais enquanto que o ponta-negra comum habita lugares gelados e só é encontrado a 2.000 quilômetros da costa australiana.
A descoberta foi feita na costa leste da Austrália e os pesquisadores de Queensland desconfiam que as espécies se encontraram devido às mudanças climáticas globais que afetaram a temperatura dos oceanos.
O grupo de pesquisa pretende agora fazer um mapeamento genético com os animais para verificar quando esse hibridismo se iniciou.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Brasil ganha atlas das zonas costeiras
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Marinha do Brasil acabam de lançar o Atlas geográfico das zonas costeiras e oceânicas do Brasil que traz padrões de ocupação, turismo, recursos pesqueiros, estrutura portuária, logística de petróleo, balneabilidade e preservação e proteção ambiental.
Entre os destaques do livro está a lista de áreas prioritárias para conservação. Estão entre elas as restingas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e as grandes extensões de recifes do Nordeste, só para citar algumas.
O trabalho levantou que 90% das áreas prioritárias para conservação encontram-se fora da abrangência das unidades oficiais de conservação, como os parques nacionais e estaduais, por exemplo.
Outros dados interessantes apresentados na obra dizem respeito à ocupação humana. A costa brasileira é ocupada por 463 municípios com 17,4 milhões de domicílios, entre estes, 9,2% são de uso ocasional. São moradias de temporada, como casas e apartamentos de veraneio mantidos por famílias.
Em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, essas moradias representam 30,3% do total. Nos demais municípios brasileiros, localizados no interior, os domicílios ocasionais somam 4,6%.
O mapeamento da fauna marinha também é contemplado pelo Atlas. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os estados que apresentaram maiores variedades de espécies marinhas exóticas (não naturais da região) em 2009 eram o Rio de Janeiro (36 espécies identificadas) e São Paulo (33).
São animais que, em grande parte, são introduzidos inadvertidamente, vindos em água de lastro ou fixados em cascos de embarcações. Algumas espécies podem gerar desequilíbrio ecológico ao participar do ecossistema local.
A publicação nasceu do trabalho conjunto entre a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) e a Coordenação de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE e está disponível para a compra no site do instituto: http://www.ibge.gov.br/lojavirtual/fichatecnica.php?codigoproduto=90227
Entre os destaques do livro está a lista de áreas prioritárias para conservação. Estão entre elas as restingas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e as grandes extensões de recifes do Nordeste, só para citar algumas.
O trabalho levantou que 90% das áreas prioritárias para conservação encontram-se fora da abrangência das unidades oficiais de conservação, como os parques nacionais e estaduais, por exemplo.
Outros dados interessantes apresentados na obra dizem respeito à ocupação humana. A costa brasileira é ocupada por 463 municípios com 17,4 milhões de domicílios, entre estes, 9,2% são de uso ocasional. São moradias de temporada, como casas e apartamentos de veraneio mantidos por famílias.
Em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, essas moradias representam 30,3% do total. Nos demais municípios brasileiros, localizados no interior, os domicílios ocasionais somam 4,6%.
O mapeamento da fauna marinha também é contemplado pelo Atlas. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os estados que apresentaram maiores variedades de espécies marinhas exóticas (não naturais da região) em 2009 eram o Rio de Janeiro (36 espécies identificadas) e São Paulo (33).
São animais que, em grande parte, são introduzidos inadvertidamente, vindos em água de lastro ou fixados em cascos de embarcações. Algumas espécies podem gerar desequilíbrio ecológico ao participar do ecossistema local.
A publicação nasceu do trabalho conjunto entre a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) e a Coordenação de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE e está disponível para a compra no site do instituto: http://www.ibge.gov.br/lojavirtual/fichatecnica.php?codigoproduto=90227
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