No dia 28
de novembro, a Embrapa Pesca e Aquicultura recebeu em Palmas (TO) a
pesquisadora Terezinha Dias da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, de
Brasília (DF), que apresentou o trabalho que realiza há doze anos com
comunidades de índios krahôs localizadas na região nordeste do Tocantins.
O encontro envolveu técnicos da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Tocantins, professores da rede estadual de Ensino que atuam nas aldeias krahôs e dois índios representantes daquela etnia.
O trabalho da Embrapa na região visa a promover a segurança alimentar do povo indígena e ao fortalecimento da cultura original dessas populações. O encontro com a Unidade da Embrapa em Palmas procurou debater possíveis trabalhos envolvendo atividades de pesca e aquicultura na comunidade indígena.
O índio Getúlio Kruwakraj, representante krahô, apresentou aos pesquisadores as técnicas de pesca utilizadas pelo seu povo as quais envolvem o cipó timbó, de efeito letal aos peixes, e a raiz tingui, que tem efeito sedativo nos animais ao ser misturada na água. “Os peixes pescados com timbó não podem ser consumidos em grande quantidade, pois podem provocar diarreia”, explicou o índio.
A criação de peixes para o consumo das aldeias também foi tema de discussão. O pesquisador Adriano Prysthon, da Embrapa Pesca e Aquicultura, citou a técnica de captura de alevinos preconizada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de começar uma piscicultura de subsistência. “O consumo de peixes ajudaria muito no trabalho de segurança alimentar, pois a oferta de proteína animal é problemática para os indígenas”, reforçou Terezinha.
A maior área preservada do Cerrado
A reserva krahô ocupa uma área de 302 mil hectares dos municípios tocantinenses de Guaratins e Itacajá e reúne cerca de três mil pessoas distribuídas em 28 aldeias. Trata-se da maior área contínua preservada do bioma cerrado no Brasil, segundo apontou a pesquisadora. “Na reserva não há desmatamentos e as diversas nascentes dentro da área estão preservadas, o que mostra o papel desses povos como guardiões da biodiversidade”, colocou.
A conservação natural torna a área propícia para pesquisas de prospecção da biodiversidade tanto da fauna como da flora local. Ao mesmo tempo, os pesquisadores transferem tecnologias agrícolas e auxiliam no aproveitamento de espécies nativas na alimentação dos índios como o jatobá, cujo fruto pode ser beneficiado em forma de farinha que se transforma em biscoitos.
Um dos mais belos trabalhos da Embrapa realizados com indígenas deu-se no âmbito desse projeto com os krahôs. Após perderem espécies de milho há anos cultivadas em suas aldeias, os índios encontraram exemplares dessas sementes no Banco de Germoplasma da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
As sementes haviam sido coletadas por pesquisadores da Embrapa durante um projeto de coleta de material genético em comunidades indígenas no fim da década de 1970. O material do banco serviu de matriz para a reprodução e as sementes de milho obtidas foram reintroduzidas nas aldeias krahôs.
“Meses depois, foram os xavantes que procuraram a Embrapa, pois também haviam perdido algumas espécies de milho”, contou Terezinha. O processo foi repetido e os xavantes também recuperaram as plantas originais como milhos de grãos negros e rajados.
O encontro envolveu técnicos da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Tocantins, professores da rede estadual de Ensino que atuam nas aldeias krahôs e dois índios representantes daquela etnia.
O trabalho da Embrapa na região visa a promover a segurança alimentar do povo indígena e ao fortalecimento da cultura original dessas populações. O encontro com a Unidade da Embrapa em Palmas procurou debater possíveis trabalhos envolvendo atividades de pesca e aquicultura na comunidade indígena.
O índio Getúlio Kruwakraj, representante krahô, apresentou aos pesquisadores as técnicas de pesca utilizadas pelo seu povo as quais envolvem o cipó timbó, de efeito letal aos peixes, e a raiz tingui, que tem efeito sedativo nos animais ao ser misturada na água. “Os peixes pescados com timbó não podem ser consumidos em grande quantidade, pois podem provocar diarreia”, explicou o índio.
A criação de peixes para o consumo das aldeias também foi tema de discussão. O pesquisador Adriano Prysthon, da Embrapa Pesca e Aquicultura, citou a técnica de captura de alevinos preconizada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de começar uma piscicultura de subsistência. “O consumo de peixes ajudaria muito no trabalho de segurança alimentar, pois a oferta de proteína animal é problemática para os indígenas”, reforçou Terezinha.
A maior área preservada do Cerrado
A reserva krahô ocupa uma área de 302 mil hectares dos municípios tocantinenses de Guaratins e Itacajá e reúne cerca de três mil pessoas distribuídas em 28 aldeias. Trata-se da maior área contínua preservada do bioma cerrado no Brasil, segundo apontou a pesquisadora. “Na reserva não há desmatamentos e as diversas nascentes dentro da área estão preservadas, o que mostra o papel desses povos como guardiões da biodiversidade”, colocou.
A conservação natural torna a área propícia para pesquisas de prospecção da biodiversidade tanto da fauna como da flora local. Ao mesmo tempo, os pesquisadores transferem tecnologias agrícolas e auxiliam no aproveitamento de espécies nativas na alimentação dos índios como o jatobá, cujo fruto pode ser beneficiado em forma de farinha que se transforma em biscoitos.
Um dos mais belos trabalhos da Embrapa realizados com indígenas deu-se no âmbito desse projeto com os krahôs. Após perderem espécies de milho há anos cultivadas em suas aldeias, os índios encontraram exemplares dessas sementes no Banco de Germoplasma da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
As sementes haviam sido coletadas por pesquisadores da Embrapa durante um projeto de coleta de material genético em comunidades indígenas no fim da década de 1970. O material do banco serviu de matriz para a reprodução e as sementes de milho obtidas foram reintroduzidas nas aldeias krahôs.
“Meses depois, foram os xavantes que procuraram a Embrapa, pois também haviam perdido algumas espécies de milho”, contou Terezinha. O processo foi repetido e os xavantes também recuperaram as plantas originais como milhos de grãos negros e rajados.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura