quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Mariscos e ostras do Ribeirão da Ilha não estão contaminados com ascarel, aponta análise da USP
Fonte: Diário Catarinense - 29/01/2013
Secretaria da Agricultura e da Pesca avalia que não há motivos para restringir consumo de moluscos
A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), informou na manhã desta terça-feira, que a análise das amostras de moluscos coletadas na Baía Sul deu negativa para presença de Bifenilas Policloradas (PCB), substância tóxica conhecida como ascarel).
A análise, feita pelo Laboratório de Química Orgânica Marinha da Universidade de São Paulo (USP), foi solicitada após o vazamento de óleo na subestação desativada da Celesc, na Tapera. Por causa do risco de contaminação, a Fundação de Meio Ambiente (Fatma) embargou a extração de molusco até a freguesia do Ribeirão da Ilha. Nesta segunda-feira, a Justiça Federal determinou que a área de interdição fosse ampliada para toda a Grande Florianópolis.
Com o resultado dos exames, a Secretaria da Agricultura e da Pesca e a Cidasc avaliam que não há motivos para restrições ao consumo de ostras, mariscos, berbigões, peixes e crustáceos na área da Tapera até a Freguesia do Ribeirão da Ilha em Florianópolis.
Nas nove amostras, cada uma com um quilo, coletadas por técnicos da Cidasc entre os dias 14 a 17 de janeiro não foram detectados a presença de PCBs. Segundo o relatório da USP, elaborado pela doutora Satie Taniguchi, "a hidrodinâmica local pode ter favorecido a dispersão dos PCBs provenientes do vazamento ocorrido. Além disso, os moluscos podem não ter sido atingidos por essa dispersão, uma vez que não apresentam nenhum indício de acumulação desses compostos".
No relatório é destacado que os moluscos bivalves têm sido muito utilizados como os melhores organismos para monitorar a bioacumulação de contaminantes-traço, como os PCBs, de ambientes costeiros, sendo utilizados como organismos-sentinela em escala mundial. Como animais sésseis, os mexilhões filtram grandes quantidade de água para se alimentar, sendo expostos, portanto, às substâncias tóxicas solúveis ou associadas a partículas.
O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, salientou a importância da agilidade nos resultados dos exames que verificam a presença de PCB nos moluscos para que os maricultores da área interditada possam voltar a produzir. Rodrigues determinou que nesta quarta-feira seja realizado uma reunião extraordinária do Comitê Estadual de Controle Higiênico-Sanitário de Moluscos Bivalves para analisar o resultado dos exames e o monitoramento constante de toda região.
Pesca esportiva terá roteiro no Tocantins
Foi
assinado no dia 25 de janeiro, no Palácio Araguaia, um termo de cooperação
entre o governo do Estado e a Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva
(Anepe), que viabilizará a elaboração de um projeto de pesca esportiva para o
Tocantins. O documento foi assinado pelo governador Siqueira Campos (PSDB) e
representantes da Anepe.
O lançamento do projeto ocorreu no dia 28 de janeiro, no Auditório da Secretaria Estadual de Indústria e Comércio (SIC), em Palmas.
O presidente da Anepe, Hélcio Honda, realizou entre os dias 25 e 27 de janeiro, uma visita às cidades de Araguacema, Lagoa da Confusão e Caseara para discutir o roteiro do projeto, juntamente com o representante do Ministério da Pesca e da Aquicultura, Kelvin Lopes, o secretário de Indústria e Comércio, Paulo Massuia, que responde pela Agência de Desenvolvimento Turístico (Adtur) e técnicos da Adtur.
O lançamento do projeto ocorreu no dia 28 de janeiro, no Auditório da Secretaria Estadual de Indústria e Comércio (SIC), em Palmas.
O presidente da Anepe, Hélcio Honda, realizou entre os dias 25 e 27 de janeiro, uma visita às cidades de Araguacema, Lagoa da Confusão e Caseara para discutir o roteiro do projeto, juntamente com o representante do Ministério da Pesca e da Aquicultura, Kelvin Lopes, o secretário de Indústria e Comércio, Paulo Massuia, que responde pela Agência de Desenvolvimento Turístico (Adtur) e técnicos da Adtur.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Embrapa apresenta o potencial do pescado brasileiro para frigorífico do Sudeste
Especialistas da Embrapa Pesca e
Aquicultura mostram que a indústria de processamento de pescado tem muito a
lucrar com as espécies nativas do Brasil.
No dia 22 de janeiro, as especialistas da Embrapa Pesca e Aquicultura, Marcela Mataveli e Patrícia Mochiaro, estiveram em Duque de Caxias (RJ), para apresentar o panorama da aquicultura brasileira e as principais espécies de peixes de cultivo de água doce do Brasil. A palestra foi assistida pelos gerentes comerciais do frigorífico Jahu.
O encontro foi promovido pelo frigorífico, interessado em conhecer os estudos sobre o policultivo de tilápias e do camarão de água doce. O policultivo é uma técnica que associa duas ou mais espécies em uma mesma criação o que otimiza a área de produção, além de melhorar a qualidade da água e o aproveitamento dos nutrientes da ração.
O frigorífico Jahu processa e beneficia pescados e importa 70% da matéria-prima utilizada. Com o objetivo de mostrar o potencial do pescado brasileiro, as profissionais da Embrapa apresentaram as espécies mais cultivadas na região Norte do país, como tambaqui e surubim (cachara, pintado e híbridos) e o pirarucu.
Mataveli enfatizou a necessidade de haver um maior incentivo para aumentar o consumo do tambaqui em todo o Brasil. ”Sugerimos que essa espécie seja apresentada nos mercados em forma de porções, filés sem espinhas ou costelas. Assim haverá maior aceitação do consumidor”, acredita.
A oferta diferenciada do produto é uma tendência moderna para atender a população de hoje que está mais concentrada nos centros urbanos. “É necessário fornecer pratos de fácil preparo. O que implica um processo produtivo mais eficiente em todas as suas fases”, coloca Marcela.
A analista acredita que se os frigoríficos começarem a inserir o tambaqui no mercado, com preços competitivos, aumentará a demanda desse peixe o que vai contribuir para desenvolver a atividade e aumentar o lucro dos produtores.
Fonte: Embrapa pesca e Aquicultura
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Estudo sobre o mercado mundial de pescados em Zaragoza
Entre os
dias 10 e 14 de dezembro de 2012, especialistas da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária, Embrapa, participaram de um treinamento realizado pelo
Centro Internacional de Estudos Avançados em Agronomia Mediterrânea em parceria
com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em
Zaragoza, Espanha. A equipe foi composta pelos pesquisadores Roberto Manolio
Valladão Flores, Manoel Xavier Pedroza Filho e pela analista Renata Melon
Barroso, todos da Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO).
A viagem foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do projeto da carteira Macroprograma 6 (MP6) da Embrapa: “Desenvolvimento de estratégias de inclusão produtiva para pequenos piscicultores do Tocantins, a partir da análise da governança da cadeia global de valor”. A carteira MP6 da Embrapa engloba projetos voltados à agricultura familiar.
De acordo com o pesquisador Roberto Flores, o objetivo principal foi trocar conhecimentos sobre elaboração e aplicação de pesquisas sobre distribuição e consumo de pescados nos diversos centros internacionais. “Os resultados dos trabalhos realizados na Espanha serão direcionados para desenvolver estratégias de inclusão dos produtores familiares na cadeia produtiva do pescado, no projeto desenvolvido no Tocantins”, ressaltou.
Além da Embrapa, o treinamento contou com a participação de 22 especialistas de 18 países, representando quatro continentes que atuam na área de marketing e em pesquisas relacionadas ao mercado de pescado, entre os quais profissionais da própria FAO.
Renata Melon elogiou o fato de o curso ter sido ministrado por pesquisadores da área, oriundos de diferentes países. “Um dos pontos altos foi o contato com o mercado espanhol, um dos principais no mundo na área de pescado e no qual o consumo é bem elevado”, colocou a especialista ressaltando que, apesar de a indústria europeia de pescado ser mais desenvolvida que a brasileira, os consumidores de ambos os mercados são mais semelhantes do que ela costumava julgar.
Durante o treinamento a equipe realizou uma pesquisa junto a varejistas de pescado de Zaragoza e uma visita técnica à empresa Caladero, uma das maiores indústrias de processamento de pescados do mundo. Os participantes do curso visitaram os pontos de venda para coletar preços, conhecer as espécies à venda, além da forma de apresentação e de conservação do produto no mercado. Depois o grupo discutiu sobre problemas e oportunidades do mercado de pescados. “Tivemos aulas sobre como realizar análises de preços e como desenvolver e aplicar questionários e entrevistas”, explicou Flores.
Os participantes ainda tiveram que fazer uma apresentação sobre o mercado de pescado de seus países de origem. Os profissionais da Embrapa Pesca e Aquicultura representaram o Brasil ao apresentar o panorama do mercado brasileiro e os trabalhos desenvolvidos pela Empresa na área de economia aquícola. “O mais importante foi conhecer em profundidade metodologias de pesquisa de marketing passíveis de serem utilizadas para estudar o mercado de pescado brasileiro”, colocou Manoel Pedroza.
De acordo com o pesquisador, o curso proporcionou informações sobre mercados de pescado de países desenvolvidos e em desenvolvimento como China, Índia e Vietnã, os quais também enviaram participantes. ”Foi uma ótima oportunidade para conhecer potenciais parceiros e dar visibilidade aos trabalhos da Embrapa em aquicultura, os quais são poucos conhecidos no exterior”, apontou Pedroza ressaltando que a FAO e representantes de Uganda, na África, demonstraram interesse em desenvolver projetos de cooperação técnica sobre cadeia global de valor da piscicultura familiar.
“O conhecimento adquirido vai ajudar significativamente no desenvolvimento dos projetos que estamos executando aqui, junto ao Macroprograma 6 da Embrapa e ao CNPq, bem como em projetos futuros ligados ao mercado de pescados”, concluiu Pedroza.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura
A viagem foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do projeto da carteira Macroprograma 6 (MP6) da Embrapa: “Desenvolvimento de estratégias de inclusão produtiva para pequenos piscicultores do Tocantins, a partir da análise da governança da cadeia global de valor”. A carteira MP6 da Embrapa engloba projetos voltados à agricultura familiar.
De acordo com o pesquisador Roberto Flores, o objetivo principal foi trocar conhecimentos sobre elaboração e aplicação de pesquisas sobre distribuição e consumo de pescados nos diversos centros internacionais. “Os resultados dos trabalhos realizados na Espanha serão direcionados para desenvolver estratégias de inclusão dos produtores familiares na cadeia produtiva do pescado, no projeto desenvolvido no Tocantins”, ressaltou.
Além da Embrapa, o treinamento contou com a participação de 22 especialistas de 18 países, representando quatro continentes que atuam na área de marketing e em pesquisas relacionadas ao mercado de pescado, entre os quais profissionais da própria FAO.
Renata Melon elogiou o fato de o curso ter sido ministrado por pesquisadores da área, oriundos de diferentes países. “Um dos pontos altos foi o contato com o mercado espanhol, um dos principais no mundo na área de pescado e no qual o consumo é bem elevado”, colocou a especialista ressaltando que, apesar de a indústria europeia de pescado ser mais desenvolvida que a brasileira, os consumidores de ambos os mercados são mais semelhantes do que ela costumava julgar.
Durante o treinamento a equipe realizou uma pesquisa junto a varejistas de pescado de Zaragoza e uma visita técnica à empresa Caladero, uma das maiores indústrias de processamento de pescados do mundo. Os participantes do curso visitaram os pontos de venda para coletar preços, conhecer as espécies à venda, além da forma de apresentação e de conservação do produto no mercado. Depois o grupo discutiu sobre problemas e oportunidades do mercado de pescados. “Tivemos aulas sobre como realizar análises de preços e como desenvolver e aplicar questionários e entrevistas”, explicou Flores.
Os participantes ainda tiveram que fazer uma apresentação sobre o mercado de pescado de seus países de origem. Os profissionais da Embrapa Pesca e Aquicultura representaram o Brasil ao apresentar o panorama do mercado brasileiro e os trabalhos desenvolvidos pela Empresa na área de economia aquícola. “O mais importante foi conhecer em profundidade metodologias de pesquisa de marketing passíveis de serem utilizadas para estudar o mercado de pescado brasileiro”, colocou Manoel Pedroza.
De acordo com o pesquisador, o curso proporcionou informações sobre mercados de pescado de países desenvolvidos e em desenvolvimento como China, Índia e Vietnã, os quais também enviaram participantes. ”Foi uma ótima oportunidade para conhecer potenciais parceiros e dar visibilidade aos trabalhos da Embrapa em aquicultura, os quais são poucos conhecidos no exterior”, apontou Pedroza ressaltando que a FAO e representantes de Uganda, na África, demonstraram interesse em desenvolver projetos de cooperação técnica sobre cadeia global de valor da piscicultura familiar.
“O conhecimento adquirido vai ajudar significativamente no desenvolvimento dos projetos que estamos executando aqui, junto ao Macroprograma 6 da Embrapa e ao CNPq, bem como em projetos futuros ligados ao mercado de pescados”, concluiu Pedroza.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura
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