terça-feira, 30 de abril de 2013

Identificação eletrônica de peixes na 20ª Agrishow




A Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO), estréia na 20ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação - Agrishow, que acontece em Ribeirão Preto (SP), no período de 29 de abril a 03 de maio de 2013.

A análise de variabilidade genética é a ferramenta chave da produção animal moderna e muito importante para a piscicultura. O manejo genético de reprodutores de peixes é uma das tecnologias apresentadas pela Embrapa na Feira.

O manejo genético de reprodutores de peixes é realizado para evitar a consanguinidade nos alevinos produzidos. A tecnologia consiste em fazer a marcação do plantel por meio da inserção de um dispositivo eletrônico sob a pele do peixe. Chamado tag, esse dispositivo contém um número registrado eletronicamente que é lido quando um escâner é passado sobre o animal. Cada peixe recebe um número único de modo a ser identificado no meio do plantel.

Mais informações na página da Embrapa Pesca e Aquicultura.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Prosa Rural: Como iniciar uma piscicultura em viveiros escavados


Saiba mais sobre como iniciar uma piscicultura em viveiros escavados ouvindo o Prosa Rural, o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 

Acesse: http://hotsites.sct.embrapa.br/prosarural/programacao/2013/como-iniciar-uma-piscicultura-em-viveiros-escavados-1


Manejo Genético de Reprodutores de Peixes no Dia de Campo na TV



Programa Dia de Campo na TV  mostra técnica de manejo genético para controlar a rastreabilidade e melhorar qualidade de reprodutores de peixes. O video foi produzido pela Embrapa Pesca e Aquicultura, em parceria com a Embrapa Informação Tecnológica. http://tinyurl.com/bxnhalt

O vídeo está publicado, também, na Videoteca da Embrapa:  Manejo Genético de Reprodutores de Peixes. http://tinyurl.com/cjpslu8

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Projeto pretende otimizar uso da água em entrepostos de pescado



A contaminação de mananciais, a proliferação de doenças como a salmonelose e até a margem de lucro são questões relacionadas ao uso da água em entrepostos que processam pescados. A importância da água nesse ramo industrial levou à criação do projeto de pesquisa “Gerenciamento hídrico aplicado a entrepostos de pescado” coordenado pela Embrapa com a participação de diversos parceiros e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Os participantes do projeto fizeram a primeira reunião nos dias 11 e 12 de abril na Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas. A coordenadora do projeto, Daniele de Bem Luiz, da Embrapa Pesca e Aquicultura, informou que o encontro teve como objetivo apresentar o grupo, estabelecer as diretrizes e elaborar um cronograma de trabalho em conjunto com todos os participantes.

Com a duração prevista de três anos, o projeto foi iniciado em dezembro de 2012 receberá cerca de R$1 milhão em recursos e envolverá empresas e instituições de pesquisa de cinco estados: Mato Grosso, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Tocantins. Participam pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Tocantins (UFT) e de quatro Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Meio Norte, Embrapa Pantanal e Embrapa Pesca e Aquicultura.

O setor industrial também faz parte do projeto com representantes dos frigoríficos Piracema, do Tocantins,  Gomes da Costa, de Santa Catarina, e Calombé, do Rio de Janeiro. O Ministério da Pesca e Aquicultura colabora fornecendo informações sobre a produção em cada estado. “Precisamos trabalhar com as espécies de peixe mais processadas em cada estado e quantificar a produção de cada região”, relatou Danielle.

Um bom gerenciamento hídrico, de acordo com a especialista, pode erradicar problemas sanitários como a salmonelose e outras doenças transmitidas pela água durante o processamento. O cuidado com a água ainda evita problemas ambientais ao mapear todos os efluentes gerados no processamento. O balanço hídrico traça o caminho da água e lista os efluentes de cada setor identificando os pontos de maior consumo.

Um dos objetivos do projeto é verificar o potencial de minimização do consumo de água, o que pode gerar uma economia considerável às indústrias. “A água de chuva e água de degelo das câmaras frias poderiam ser aproveitadas em circuitos que não exigem potabilidade como as linhas de incêndio, por exemplo”, sugeriu Danielle. Outro ponto citado foi a prática da regulagem periódica de equipamentos e de treinamento constante dos operadores, “um simples ajuste de pressão nas máquinas pode resultar numa grande economia no fim de um mês”, apontou.

Os estudos deverão gerar um conhecimento valioso para a indústria de pescado, a determinação da quantidade mínima de água necessária para cada etapa de processamento e por quilo de peixe processado. Com esses parâmetros, as empresas poderão balizar suas produções e identificar perdas por desperdício de água. Serão estudadas também tecnologias que substituem o uso da água como a evisceração a vácuo, aplicável a algumas espécies de peixes.

Técnicas de produção mais limpa serão testadas como a esterilização da água por ozônio comparada à cloração. Do mesmo modo, a limpeza por aspersão será comparada à técnica de imersão para as diferentes espécies a serem estudadas. Na área ambiental, serão quantificados e qualificados os efluentes gerados em cada etapa do processamento com análises físico-químicas e microbiológicas. Para isso, o projeto prevê a montagem de um laboratório itinerante para a análise in loco das amostras.

“O trabalho deverá resultar num modelo de gerenciamento hídrico aplicável a entrepostos de todos os portes”, comunicou Danielle Luiz. O chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pesca e Aquicultura, Eric Routledge, acredita que essa pesquisa impulsionará outros trabalhos que ajudarão a estruturar o setor. “O projeto deverá gerar bons resultados que trarão novos recursos para responder as perguntas que este trabalho levantará”, disse Routledge.


Piscicultores registram aumento de produtividade com capacitação da Embrapa



Redução da mortalidade de peixes para níveis próximos de zero, aumento da produtividade e dos lucros. Esses são alguns dos resultados apontados por piscicultores da região sudeste do Tocantins que estão participando do curso de “Capacitação continuada de multiplicadores em piscicultura de água doce” promovido pela Embrapa Pesca e Aquicultura, Palmas (TO), com o apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Prefeitura Municipal de Almas (TO). Iniciado há pouco mais de seis meses, o curso tem transmitido informações importantes como a preparação de viveiros, planejamento da atividade e manejo de diversas etapas da produção.

Piscicultor há dez anos, João Francisco Pimenta considera a capacitação da Embrapa um divisor de águas em sua produção. “Costumava perder cerca de 40% do lote de alevinos que eu comprava, após o curso vi que estava fazendo várias coisas erradas, corrigi e hoje quase todo o lote sobrevive”, atestou o produtor.

Entre as falhas cometidas por Pimenta no passado estava soltar os alevinos diretamente no reservatório. As perdas despencaram quando o produtor destinou um tanque específico para alevinagem, conforme recomendado pelos técnicos da Embrapa durante o curso.

O produtor ainda corrigiu a profundidade de alguns de seus tanques que eram rasos demais para a atividade e com o controle da qualidade da água eliminou o excesso de algas que atrapalhava sua produção. “Essas práticas fizeram a produção dar um salto”, comentou.

Pimenta participou com outras 30 pessoas do terceiro módulo do curso voltado às práticas de nutrição e alimentação de peixes, realizado entre os dias 3 e 5 de abril no município de Almas, a 300 km de Palmas (TO). O último dia da capacitação foi voltado às demonstrações práticas realizadas num dia de campo na fazenda Piripiri, na região rural de Almas.

O proprietário da fazenda, o piscicultor José Botelho, também registrou ganhos em sua produção ao adotar técnicas ministradas no curso. “Eu tinha muitas perdas por causa de manejo incorreto, com a adoção das boas práticas, a mortalidade caiu quase a zero”, comemorou.

Aulas práticas

Além de produtores, o curso engloba extensionistas, consultores, técnicos rurais e outros profissionais multiplicadores. O dia de campo contou ainda com mais 30 participantes que receberam aulas específicas sobre manejo alimentar dos peixes. Entre eles, estavam 20 alunos do Colégio Estadual Agropecuário de Natividade (TO) que elogiaram a experiência. “Tivemos pela primeira vez demonstrações práticas do que vimos em sala de aula como a biometria dos animais”, disse Frederico Neto, estudante do segundo semestre do curso técnico em zootecnia.

A biometria consiste na pesagem e medição de uma amostra contendo peixes de um tanque. Ela permite fazer o levantamento da biomassa que é o total de animais presentes no reservatório. Trata-se de uma informação fundamental para o produtor de acordo com a zootecnista Marcela Mataveli, da Embrapa Pesca e Aquicultura. “É a estimativa da biomassa que vai permitir, por exemplo, o cálculo da quantidade de ração adequada a ser lançada no tanque”, informou a especialista, “por isso, é muito importante que a biometria seja feita, pelo menos, a cada 15 dias”.

O pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Giovani Bergamin, alertou para a importância da escolha adequada da alimentação dos peixes. “A ração industrial extrusada contém em cada grânulo todos os nutrientes necessários para o peixe, por isso, é muito diferente da ração farelada feita na fazenda a partir da moagem e mistura de diversos ingredientes. Nesse caso, o peixe aproveitará somente os nutrientes das partículas que ele conseguir comer e não terá uma alimentação balanceada”, colocou Bergamin chamando a atenção para o fato de essa ração caseira ser popular em algumas pisciculturas.

As aulas práticas para os participantes da capacitação continuada ficaram a cargo do pesquisador Fabrício Rezende, da mesma Unidade da Embrapa. O especialista elogiou o empenho dos alunos do curso que se mostraram interessados e participativos em todas as aulas. “Todos participam ativamente do curso, o que possibilita uma troca de informações valiosa sobre a produção. Os participantes estão de parabéns”, elogiou o pesquisador.

Esse curso também contou com representantes de instituições financeiras que aproveitaram para se aprofundar em temas relacionados à aquicultura. O engenheiro agrônomo Hosterno Pereira da Silva Júnior, técnico do Banco da Amazônia (Basa) em Dianópolis (TO), considera a capacitação fundamental para garantir o sucesso do empreendimento rural e facilitar o financiamento bancário. “Conhecendo a atividade podemos avaliar a qualidade de um projeto e auxiliar no sucesso do empreendimento, que é o objetivo de todos”, explicou Silva Júnior.

Já o gerente do Banco do Brasil de Dianópolis, Rodrigo Leonardo Ribeiro, considerou a capacitação um canal de comunicação e de contato importante entre instituições financeiras e os produtores. “Essa interação nos permite conhecer os produtores mais de perto e ajuda a nos aproximar de sua realidade”, comentou.


Foonte: Embrapa Pesca e Aquicultura.