O “Projeto Divinópolis – Inovação Tecnológica na Piscicultura Familiar”, coordenado pela Embrapa Pesca e Aquicultura no âmbito da carteira macroprograma 6, promoveu mais um dia de campo para produtores das regiões de Divinópolis e Abreulândia. O encontro realizado na manhã do dia 26 de setembro, na Chácara Santa Inês em Divinópolis, reuniu 30 piscicultores e dez técnicos agrícolas que multiplicarão o conhecimento para outras regiões.
Especialistas da Embrapa passaram informações importantes sobre como preparar os viveiros para receber os peixes, como fazer o povoamento dos tanques além de conceitos básicos de alevinagem.
O pesquisador Giovani Bergamin ensinou a preparar os viveiros antes de começar o povoamento. Técnicas como o esvaziamento do viveiro e a secagem ao sol possibilitam a eliminação de microrganismos. A desinfecção e o ajuste da alcalinidade também foram tratados pelo profissional. “Caso o pH e a alcalinidade da água não sejam ajustados, o produtor jogará dinheiro fora pois a adubação não fará efeito”, alertou.
Por fim, Bergamin apresentou métodos de adubação da água que envolvem adubos químicos ou orgânicos e ajudam a formar o fitoplâncton e o zôoplancton, minúsculos vegetais e animais que servem de alimento aos peixes e economizam na aplicação de ração.
O povoamento do viveiro foi ensinado pela pesquisadora Patrícia Maciel que falou sobre a importância da homogeneidade do lote de peixes comprados. Peixes de tamanhos diferentes acabam gerando uma competição desigual no mesmo viveiro, na qual os grandes acabam se desenvolvendo mais e os menores acabam desaparecendo.
A pesquisadora também chamou a atenção para os cuidados que se deve ter no transporte dos alevinos. Respeitar o tempo de viagem recomendado e o número máximo de peixes por quantidade de água são pontos fundamentais para que os animais cheguem saudáveis. “O condutor deve dirigir devagar e tranquilamente, pois movimentos bruscos podem ferir os peixes”, recomendou.
A pesquisadora Adriana Lima apresentou o tema “Alevinagem” que englobou cuidados com os principais predadores e a atenção para o tamanho da ração que deve ser de tamanho adequado para os peixes pequenos. Adriana mostrou como se usa do disco de secchi, utilizado para medir o nível de transparência da água.
Distribuir a ração de maneira homogênea sobre toda a superfície da água é um dos pontos mais defendidos pela especialista. Se a ração for lançada somente de um ponto do viveiro, nem todos os peixes conseguirão se alimentar e muita ração poderá ser desperdiçada.
O ponto mais enfatizado pela pesquisadora foi a necessidade de se registrar diariamente os dados da criação, como quantidade e tipo de ração dispensada, horários de alimentação, as condições do tempo e alterações significativas como peixes mortos ou se os animais não aparecerem para comer.
Toda a parte teórica foi vista também de forma prática logo após as apresentações nos viveiros da Chácara Santa Inês. Divididos em grupos, os participantes puderam experimentar a maneira correta de colocar os peixes no viveiro, de fazer a adubação e o lançamento de ração. Também analisaram as características desejáveis de tanques secos para receber uma criação e nos viveiros cheios, puderam averiguar a turbidez da água por meio do disco de secchi.
A presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Miyuki Hyashida, esteve presente no dia de campo e elogiou o desenvolvimento do Projeto Divinópolis. “Não é só o grande produtor que pode trabalhar com peixe, é um mercado lucrativo também para os pequenos e com a ajuda da Embrapa vamos elevar a importância da aquicultura no cenário nacional”, pontuou a presidente que também é piscicultora.
O chefe geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno Campos da Rocha, disse aos piscicultores familiares que eles também fazem parte do trabalho da Empresa ao trazer aos pesquisadores suas necessidades e as suas experiências no campo. “A Embrapa precisa também da participação dos piscicultores familiares para poder fazer o seu trabalho”, frisou.
O Projeto Divinópolis
Esse foi o segundo dia de campo realizado pelo Projeto Divinópolis, que seguirá uma série de temas baseados nas demandas dos produtores. O primeiro foi realizado em fevereiro e tratou da construção de viveiros escavados .
Em encontros posteriores foi aplicada a metodologia de diagnóstico rápido participativo , por meio da qual os próprios produtores levantam os principais problemas e prioridades que devem ser trabalhados. “Esse diagnóstico guiará as ações do projeto que focará nas demandas priorizadas pelos piscicultores da região”, esclareceu o pesquisador Manoel Predroza, que coordena o projeto.
Todo o conteúdo trabalhado no projeto está em um material de apoio que é disponibilizado gratuitamente na página da Embrapa Pesca e Aquicultura. Os panfletos com os temas trabalhados no dia 26: “Alevinagem”, “Povoamento de Viveiros” e “Preparação de Viveiros” estarão na página dentro de 20 dias.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Piscicultura para comunidades de várzea é tema de projeto na Embrapa
Fonte:
Embrapa Amazônia Ocidental - Manaus (AM)
Um projeto de pesquisa da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, está desenvolvendo um novo modelo de piscicultura para comunidades de várzea. O projeto se chama Peixamazon - Produção de peixes em comunidade tradicional ribeirinha na Amazônia: piscicultura comunitária em sistema misto de produção voltado para realidade dos habitantes de várzea.
O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Roger Crescêncio, líder do projeto Peixamazon, explica que as ações são feitas em parceria com produtores familiares organizados na Associação dos Moradores do Sant’Ana (Amos), no município de Manacapuru (AM), que vem trabalhando em conjunto com uma equipe de pesquisadores da área de piscicultura para ajustes no sistema de produção de cultivo de tambaqui.
A parceria da Embrapa com a comunidade já existe há quatro anos, quando a Associação solicitou apoio para ajustes em suas práticas de cultivo de tambaqui em tanques rede que não estavam funcionando bem. Com a parceria entre Embrapa e os comunitários, foram feitas modificações no sistema de produção adotado pela comunidade e, após verificações, o que foi avaliado como positivo passou a compor um protocolo de produção.
Como explica o pesquisador, o projeto tem a perspectiva de melhorar o sistema de cultivo na comunidade, mas também de desenvolver um sistema de produção alternativo adequado para a realidade de comunidades de várzea, contribuindo para uma área que é estratégica na Amazônia – a piscicultura.
Por isso, os resultados dessa experiência, entre a Embrapa em parceria com os comunitários da Amos, irá embasar a descrição e recomendação de um sistema produtivo de tambaqui que possa servir como alternativa de melhoria de vida para outras comunidades de várzea.
O sistema misto de produção possui etapas em pequenos tanques em terra firme e etapas em grandes gaiolas em lagos e barragens. De acordo com o líder do projeto, esse sistema poderá ser utilizado em pequenas propriedades e/ou comunidades que habitem as margens de grandes corpos d´água naturais como a várzea ou grandes reservatórios de hidrelétricas, podendo ser de ampla utilização no País.
Na fase atual do projeto já existem resultados, como a melhoria do custo de produção, melhoria no aproveitamento da mão de obra e redução do tempo de cultivo.
O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Roger Crescêncio, explica que o objetivo do projeto é gerar, por meio de processos participativos e educativos, a melhoria da qualidade de vida de produtores familiares a partir da geração de alimento e renda provenientes da piscicultura.
A partir deste ano, com a aprovação em edital do Macroprograma 6 da Embrapa que se destina ao “Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar e à Sustentabilidade do Meio Rural”, o projeto Peixamazon passa a contar com recursos para ações de pesquisa e realização de cursos e avaliações, necessários ao acompanhamento e implementação do sistema.
O projeto é liderado pela Embrapa Amazônia Ocidental e conta com a participação da Embrapa Meio Norte, de Parnaíba (PI).
Sobre Macroprogramas da Embrapa - A Embrapa realiza a seleção e o financiamento de projetos de pesquisa por meio de editais internos competitivos. Cada macroprograma constitui uma carteira de projetos alinhada com objetivos estratégicos da Embrapa. Os projetos aprovados recebem recursos no período de três anos para seu desenvolvimento e ao final desse prazo tem a perspectiva de oferecerem tecnologias para o setor produtivo, entre outros resultados.
Um projeto de pesquisa da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, está desenvolvendo um novo modelo de piscicultura para comunidades de várzea. O projeto se chama Peixamazon - Produção de peixes em comunidade tradicional ribeirinha na Amazônia: piscicultura comunitária em sistema misto de produção voltado para realidade dos habitantes de várzea.
O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Roger Crescêncio, líder do projeto Peixamazon, explica que as ações são feitas em parceria com produtores familiares organizados na Associação dos Moradores do Sant’Ana (Amos), no município de Manacapuru (AM), que vem trabalhando em conjunto com uma equipe de pesquisadores da área de piscicultura para ajustes no sistema de produção de cultivo de tambaqui.
A parceria da Embrapa com a comunidade já existe há quatro anos, quando a Associação solicitou apoio para ajustes em suas práticas de cultivo de tambaqui em tanques rede que não estavam funcionando bem. Com a parceria entre Embrapa e os comunitários, foram feitas modificações no sistema de produção adotado pela comunidade e, após verificações, o que foi avaliado como positivo passou a compor um protocolo de produção.
Como explica o pesquisador, o projeto tem a perspectiva de melhorar o sistema de cultivo na comunidade, mas também de desenvolver um sistema de produção alternativo adequado para a realidade de comunidades de várzea, contribuindo para uma área que é estratégica na Amazônia – a piscicultura.
Por isso, os resultados dessa experiência, entre a Embrapa em parceria com os comunitários da Amos, irá embasar a descrição e recomendação de um sistema produtivo de tambaqui que possa servir como alternativa de melhoria de vida para outras comunidades de várzea.
O sistema misto de produção possui etapas em pequenos tanques em terra firme e etapas em grandes gaiolas em lagos e barragens. De acordo com o líder do projeto, esse sistema poderá ser utilizado em pequenas propriedades e/ou comunidades que habitem as margens de grandes corpos d´água naturais como a várzea ou grandes reservatórios de hidrelétricas, podendo ser de ampla utilização no País.
Na fase atual do projeto já existem resultados, como a melhoria do custo de produção, melhoria no aproveitamento da mão de obra e redução do tempo de cultivo.
O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Roger Crescêncio, explica que o objetivo do projeto é gerar, por meio de processos participativos e educativos, a melhoria da qualidade de vida de produtores familiares a partir da geração de alimento e renda provenientes da piscicultura.
A partir deste ano, com a aprovação em edital do Macroprograma 6 da Embrapa que se destina ao “Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar e à Sustentabilidade do Meio Rural”, o projeto Peixamazon passa a contar com recursos para ações de pesquisa e realização de cursos e avaliações, necessários ao acompanhamento e implementação do sistema.
O projeto é liderado pela Embrapa Amazônia Ocidental e conta com a participação da Embrapa Meio Norte, de Parnaíba (PI).
Sobre Macroprogramas da Embrapa - A Embrapa realiza a seleção e o financiamento de projetos de pesquisa por meio de editais internos competitivos. Cada macroprograma constitui uma carteira de projetos alinhada com objetivos estratégicos da Embrapa. Os projetos aprovados recebem recursos no período de três anos para seu desenvolvimento e ao final desse prazo tem a perspectiva de oferecerem tecnologias para o setor produtivo, entre outros resultados.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Seminário em Brasília contará com especialistas noruegueses para discutir aquicultura sustentável
Em 17 de setembro, o acordo de cooperação entre os dois países deu um passo assertivo. Através de videoconferência, especialistas em aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura agendaram a visita de técnicos e gestores noruegueses para a realização de um seminário em Brasília, nos dias 22 e 23 de novembro. O seminário discutirá as metodologias utilizadas nos cálculos da capacidade de suporte e o monitoramento na criação de pescado em cativeiro nos reservatórios com águas da União, como é o caso das grandes hidrelétricas. Também o seminário abordará as ferramentas para a prevenção de escapes de pescado nos criatórios.
Participaram da videoconferência, do lado brasileiro, em Brasília, a secretária de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura do MPA, Maria Fernanda Nince Ferreira, acompanhada do coordenador-geral Rodrigo Roubach. Também deram contribuições Flávio Hideki Sakatsume, da Secretaria de Infraestrutura e Fomento da Pesca e Aquicultura do MPA, e Marcio de Souza, da Assessoria Internacional do Ministério. A Noruega contou com o interlocutor Anders Trømborg, dirigente do instituto NOFIMA (Norwegian Institute of Food, Fisheries and Aquaculture).
A reunião por videoconferência é uma das etapas previstas nas ações de cooperação entre o governo Brasileiro, através o MPA, e da Noruega, através do Ministério da Pesca e Assuntos Costeiros Norueguês e seus institutos científicos, para troca de experiências e tecnologias voltadas para a aquicultura sustentável.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Projeto Divinópolis apresenta resultados do Diagnóstico Rápido Participativo
Após realizar uma série de entrevistas
com os agricultores familiares de Divinópolis e Abreulândia, a Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária,Embrapa, representada pela equipe que compõe o “Projeto
Divinópolis – Inovação Tecnológica na Piscicultura Familiar”, apresentou os
resultados do diagnóstico. A atividade, denominada Devolutiva, foi realizada no
centro de cultura da cidade de Divinópolis (TO), no dia 30 de agosto. O
objetivo do Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) foi conhecer a realidade da
piscicultura no sistema de produção da agricultura familiar dos dois
municípios, para levantar demandas tecnológicas e não tecnológicas.
O pesquisador da Embrapa, Adriano Prysthon,
explicou que esta etapa se relaciona ao retorno das informações geradas no DRP
aos piscicultores, para devolver e analisar coletivamente os resultados do
diagnóstico, assim como eleger as prioridades. Os resultados foram expostos
publicamente em painéis com fotos e ilustrações das técnicas aplicadas no DRP,
mobilizando novamente os grupos sociais envolvidos com a piscicultura, compostos
por piscicultores e parceiros. “Esta exposição é um momento de validação dos
resultados e pré-análise dos mesmos”, explicou Prysthon.
“O objetivo da etapa Devolutiva é
expor e debater as informações, analisar os problemas considerados mais
importantes e realizar a identificação das possíveis soluções. Para isso, as
demandas foram categorizadas em função do caráter técnico, ambiental, social e
econômico”, pontuou o pesquisador.
As categorias destacadas foram a saúde
dos peixes, a gestão da piscicultura, os problemas com alevinos e a falta de
planejamento na construção dos viveiros e barragens. Foram diagnosticados,
também, a falta de organização entre produtores e a necessidade de formação de
uma associação ou uma cooperativa, bem como a necessidade de obtenção da
licença ambiental e da realização de um projeto para a implantação adequada dos
viveiros. Outra demanda apontada nos estudos foi a importância da qualidade da
água em todas as fases do cultivo.
Diante desta exposição, os
piscicultores puderam definir e priorizar as ações a serem geradas para
solucionar os problemas. A assembleia elegeu as 10 prioridades para compor a
lista de demandas a serem tratadas, na seguinte ordem: licença ambiental;
estrutura de viveiro inadequada; falta de crédito; falta de água no fim do
cultivo; custo de produção muito alto; manejo da piscicultura; qualidade do
alevino; pouca assistência técnica; organização social e dificuldade de venda.
Demandas
Tecnológicas e Não tecnológicas
O pesquisador da Embrapa Pesca e
Aquicultura e líder do projeto, Manoel Xavier Pedrosa Filho, ressaltou que as
demandas priorizadas pelos produtores na reunião de devolutiva dos resultados
do DRP serão divididas em demandas tecnológicas e não tecnológicas. “As
demandas tecnológicas, como manejo de ração, qualidade da água, construção de
viveiros, por exemplo, serão tratadas diretamente pela equipe da Embrapa,
através de ações de transferência de tecnologia. Serão realizados dias de campo
e treinamento de multiplicadores. Além disso, uma rede de referência, formada
por 10 piscicultores, será acompanhada pelo projeto”, disse.
Pedrosa explicou, também, que as demandas tecnológicas serão trabalhadas por meio de ações de pesquisa, haja vista a existência de problemas técnicos mais complexos como o manejo de água no período da estiagem e o uso de alimento alternativo.
“As demandas não tecnológicas serão encaminhadas às instituições parceiras responsáveis pelo tema em questão, como por exemplo o licenciamento ambiental e a assistência técnica. Além disso, foi formado um fórum permanente, articulado pelo Projeto Divinópolis, composto pelos produtores e instituições parceiras, para encaminhar e monitorar o tratamento dessas demandas”, conclui Pedrosa.
Neste evento participaram 37
piscicultores e representantes das empresas parceiras do projeto, Instituto de Desenvolvimento
Rural do Tocantins (Ruraltins), Núcleo de Economia Aplicada da Universidade
Federal do Tocantins (UFT), Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Agência
de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantis (Adapec).
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura
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