segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Produção de peixe consolida Projeto Boa Esperança



O Projeto Boa Esperança, com ações em sete municípios do Piauí e Maranhão, está consolidado. Nesta quarta-feira (20/11), entra em operação a quarta unidade demonstrativa de criação de peixes em tanques-rede, no povoado Tucuns, no município de Uruçuí, a 453 quilômetros ao sudoeste de Teresina. O projeto é conduzido pela Embrapa Meio-Norte e financiado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf.

A largada para a primeira despesca da unidade será dada em um dia de campo, que começa às 8 horas.  As oito famílias que participam do projeto esperam uma produção de pelo menos nove toneladas de tilápia, que serão comercializadas na própria região. O quilo do peixe será vendido a  R$ 7,00. A unidade contribuirá para reduzir a pressão no estoque pesqueiro da região, melhorando a qualidade do peixe, além de aumentar a renda das famílias envolvidas.

Dois importantes temas serão focados no evento: os aspectos legais para a atividade de criação de peixes em tanques-rede na represa Boa Esperança, no Rio Parnaíba, com o pesquisador Alexandre Kemenes; e tecnologias adotadas na unidade demonstrativa de criação de peixe em tanques-rede, pelo analista Valdemir Queiroz. O analista Marcos Teixeira Neto, coordenador do projeto, mostrará as ações desenvolvidas nos municípios.

O projeto instalou também unidades demonstrativas de criação de peixes em tanques-rede, no entorno da represa de Boa Esperança, nos municípios de Guadalupe, no Piauí; e em Nova Iorque e Benedito Leite, no Maranhão. Cerca de 50 famílias de pequenos pescadores estão participando diretamente do projeto nas quatro unidades. Elas receberam 132 tanques-rede, além de balsa de manejo, tanques para o transportes de peixes vivos, além de casa de apoio com balanças e geladeiras.

O Boa Esperança começou a ser executado em 2007, beneficiando pequenos agricultores dos municípios de Uruçuí, Antônio Almeida, Porto Alegre e Guadalupe, no Piauí; e Benedito Leite, Nova Iorque e São João dos Patos, no Maranhão. Além da piscicultura, o projeto desenvolveu atividades agrícolas e pecuárias, como cultura de grãos, hortaliças, fruteiras, avicultura, meliponicultura, suinocultura, produção de leite a pasto e agroindústria.

Fonte: Embrapa Meio Norte  (Fernando Sinimbu)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Associações de piscicultores trocam experiências na Embrapa

As dificuldades e as vantagens das associações de produtores voltadas à criação de peixes foram passadas em forma de experiências no dia 8 de novembro na sede da Embrapa Pesca e Aquicultura em Palmas (TO). Produtores, técnicos multiplicadores, especialistas, líderes de associações e profissionais do ramo reuniram-se para contar suas histórias e trocar informações no “Seminário troca de experiências associativas em piscicultura”, organizado pela Embrapa.

Estiveram presentes o superintentende da Pesca e Aquicultura no Tocantins, Guilherme Vaz Burns, o Grupo de Pesquisa em Cooperativismo e Extensão Rural da Universidade Federal do Tocantins (UFT), especialistas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural to Tocantins (Ruraltins) e associações de piscicultores dos municípios de Almas, no sudeste do Tocantins, e de Divinópolis, centro-oeste do estado.

O encontro foi aberto pelo chefe geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno Campos da Rocha, que ressaltou a importância da união dos produtores na atividade agropecuária, especialmente nas propriedades familiares e de pequeno porte. “É preciso entender que unidos podemos muito mais e alcançamos conquistas que serão impossíveis se estivermos sozinhos”, disse. O chefe geral colocou o Centro de Pesquisa à disposição dos piscicultores e de suas associações. “O que nós fazemos aqui é para vocês, precisamos do trabalho de vocês para pautar o nosso. A Embrapa é de vocês”, afirmou.

Os produtores ouviram as experiências das associações de piscicultores de Jatobá, em Pernambuco, coordenadas pelo sacerdote católico Antônio Miglio, que contou a história da criação de peixes em tanques-rede naquele município iniciada em 2002. “Como o solo da região é pedregoso, não tínhamos muita opção na agropecuária em terra, por isso, resolvemos aproveitar o rio para desenvolver uma atividade econômica para os moradores”, narrou o padre.

O resultado foi a primeira associação formada por 12 moradores que assumiram a piscicultura em tempo integral. Entre as dificuldades enfrentadas no início estava a necessidade de estabelecer normas de convivência entre os associados que favorecessem o clima profissional na piscicultura. “De comum acordo, os associados estabeleceram que estariam proibidas armas e bebidas alcoólicas no ambiente de trabalho e seria mantida a limpeza e a ordem nesses locais. As regras geraram segurança e resultados positivos ao longo do tempo”, afirmou Miglio.

A experiência foi replicada por outras sete associações, no mesmo município de Jatobá, e inspirou outra em Petrolândia (PE). Juntas, elas operam 65 tanques-rede e produzem 20 tolenadas mensais de pescado. Toda renda é revertida para o caixa das próprias associações que remuneram igualmente os seus associados, garantindo o piso médio de dois salários mínimos a cada piscicultor.

Outra experiência compartilhada foi contada pelo piscicultor Lucio Alves, diretor administrativo da Associação Capixaba de Aquicultura (ACA) no município de Muniz Freire (ES). Com o auxílio do Sebrae, a associação recuperou um entreposto de pescado que havia sido financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). “Com essa unidade de beneficiamento, pudemos receber a produção de fazendas num raio de 150 quilômetros do entreposto”, contou Alves.

Produtora de tilápia, a ACA inseriu-se no programa de alimentação escolar e começou a abastecer escolas de 24 municípios no sul do Espírito Santo. “Hoje a demanda é muito maior que a oferta, e só não atendemos a região de Vitória porque a produção precisa crescer ainda mais”, disse ressaltando que neste ano a produção até agosto já ultrapassou 170 mil toneladas de tilápia entre filés e peixes in natura.

O entreposto da ACA emprega 18 trabalhadoras contratadas de assentamentos próximos. De acordo com o diretor, isso aumentou a renda da região e gerou uma alternativa de trabalho às mulheres desses assentamentos que, diferente dos homens, não encontravam espaço na agricultura nem no mercado de trabalho urbano.

No segundo momento, a Associação de Piscicultores de Divinópolis e depois a Associação de Piscicultores de Almas apresentaram suas entidades e na última etapa do encontro, os participantes foram divididos em grupos nos quais puderam debater e identificar problemas internos e gerar propostas de soluções por meio da elaboração de um projeto de intervenção. O evento foi encerrado com a apresentação dos encaminhamentos feita pelos próprios participantes.

“Esses momentos são importantes por promover o contato entre os piscicultores de diferentes regiões e o aprendizado por meio das experiências alheias. É enriquecedor poder conhecer as dificuldades e ver onde chegaram os membros de uma outra organização associativa que teve sucesso em sua gestão”, apontou o gestor de cooperativas Diego Neves, do setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Pescadores de Palmas recebem certificado para uso das águas do Parque Aquícola Sucupira

Mais de 190 pescadores participaram da cerimônia de entrega dos certificados de cessão de uso das águas do Parque Aquícola Sucupira. O evento, promovido pela superintendência federal do Ministério da Pesca e Aquicultura do Tocantins (MPA), aconteceu no teatro Fernanda Montenegro, Centro Cultural de Palmas, na manhã de 08 de novembro, sexta-feira.

O secretário de Desenvolvimento Rural do Tocantins, Roberto Sahium, enfatizou que um dos objetivos da reunião foi a apresentação dos trabalhos pelos respectivos representantes das instituições parceiras envolvidas na implantação do projeto, que compõe o núcleo gestor do Lago do Lajeado: MPA, Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins, Ruraltins, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae, Secretarias do Município, Prefeitura e a Colônia de Pescadores Z 10.

O presidente da Colônia de Pescadores Z 10, Davi Rodrigues, ressaltou a importância do parque aquícola para os pescadores e futuros aquicultores. “Muitos não acreditavam na execução desse projeto. Um sonho está sendo realizado, para nós que trabalhamos com a pesca artesanal”, disse Rodrigues.

Da Embrapa Pesca e Aquicultura, participaram o chefe geral, Carlos Magno Campos da Rocha e os chefes adjuntos de Transferência de Tecnologia e de Pesquisa & Desenvolvimento, Alexandre Aires de Freitas e Eric Arthur Bastos Routledge.

Rocha destacou que, no momento, a Embrapa está priorizando a capacitação dos piscicultores e dos técnicos de extensão rural. “No Brasil há poucos técnicos especialistas em aquicultura, e à medida que a produção de pescado aumentar, precisaremos de ter mais profissionais nessa área”, disse.  Ele pontuou que a Embrapa implantará uma Estação Experimental no Parque Aquícola do Lajeado, para desenvolver e testar as tecnologias. “É um grande desafio que construiremos juntos. Estamos negociando um orçamento de 200 mil reais para capacitar os produtores, que hoje têm muita experiência em pesca, mas ainda não têm experiência como criadores”, frisou Rocha.

No Tocantins foram licenciadas 263 áreas aquícolas. As áreas abrangidas por essas aquiculturas estão localizadas dentro dos parques de Santa Luzia, Brejinho 1 e 2, Miracema e Sucupira. As espécies a serem produzidas são Tambaqui, Pacu, Piauçu, Pirapitinga, Lambari, Pirarucu, Pirara e Jurupensém. Nessas áreas, que ocupam 33 hectares de águas sob domínio da União, serão criados aproximadamente dois mil empregos imediatos (diretos e indiretos).

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Entregues certificados para uso do Parque Aquícola de Lajeado




(Fonte: Ruraltins - 05/11/2013 - Wladimir Machado)



Pescadores dos municípios de Brejinho de Nazaré e Ipueiras receberam na manhã desta terça-feira, 05, os certificados que garantem a cessão de uso das áreas do Parque Aquícola de Lajeado. 

A cerimônia aconteceu na Câmara Municipal de Brejinho, onde foram disponibilizados 32 documentos entregues por representantes do Ruraltins, Embrapa, Sebrae e Ministério da Pesca e Aquicultura.

Segundo o superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura do Tocantins, Guilherme Vaz Burns, a ação marcou formalmente o início do processo de operação dos Parques Aquícolas. “Essa é mais uma etapa onde os produtores começam a se estruturar, sendo que o próximo passo será a assinatura do termo de contrato e em seguida ocorrerão capacitações e transferências de tecnologias. Além disso, vamos conseguir recursos para a aquisição dos tanques-rede e começar então o processo produtivo”, explicou.

Para a presidente do Ruraltins, Miyuki Hyashida, os produtores dessas localidades vivem um momento muito especial. “A concretização do trabalho voltado para aquicultura no Tocantins é resultado da vontade política do Governador Siqueira Campos, do Ministério da Pesca e Aquicultura, Embrapa, Sebrae e das prefeituras dos municípios. Por isso temos todas as condições de sermos o maior produtor de peixes do país” considerou Hyashida.

O chefe adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa, Alexandre Aires de Freitas, destacou a importância da articulação entre os órgãos para obter resultados rápidos e positivos. “Nossa expectativa é desenvolver a atividade por meio da transferência de tecnologia e capacitações. São muitos os desafios a serem vencidos, mas não mediremos esforços para que a produção empreendedora de peixe no Tocantins seja de fato um caso de sucesso”, disse.

Na ocasião, os representantes dos órgãos que compõem o comitê gestor técnico apresentaram as atribuições que cada um irá desempenhar durante a operacionalização da atividade aquícola no Lago de Lajeado. Os pescadores também tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e agradecer a iniciativa dos governos na elaboração do projeto dos parques.

“Agradeço a Deus por ver esse sonho se realizar e também aos órgãos envolvidos, pois sei que todos estão do nosso lado. “Os peixes dos rios estão cada vez mais escassos. Mas com a chegada dos parques podermos continuar na atividade e melhorar a produção e nossa condição financeira”, destacou o presidente da colônia de pescadores de Ipueiras, Alcides Ferreira de Souza.

Os certificados também foram entregues aos produtores do município de Lajeado. Lá, 21 pescadores receberam seus certificados. Na próxima sexta-feira, 09, a entrega dos documentos acontecerá em Palmas. 

Parques Aquícolas

O Parque Aquícola de Lajeado abrange os municípios de Brejinho de Nazaré, Ipueiras, Porto Nacional, Miracema e Palmas. A estimativa é que a aquicultura nestas áreas localizadas dentro dos parques aquícolas de Santa Luzia, Brejinho 1 e 2, Miracema e Sucupira, resulte em 22,5 mil toneladas anuais de peixes.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MPA entrega certificados para o cultivo de pescado no lago do Lajeado




A entrega dos certificados de cessão de uso das áreas aquícolas do lago da Usina Hidrelétrica de Luiz Eduardo Magalhães (Lajeado) aconteceu na manhã de 29 de outubro, no palácio do Araguaia, em Palmas, TO. A licitação, promovida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, selecionou 251 aquicultores, que foram recepcionados pelo Ministro, Marcelo Crivela e pelo governador do Estado, Siqueira Campos. O MPA considera a entrega das áreas de produção fundamental para transformar o Tocantins em um dos mais importantes produtores de pescado do Brasil.

De acordo com informações do MPA, foram enviadas 315 propostas para uso das 263 áreas aquícolas oferecidas no Tocantins. As áreas abrangidas por essas aquiculturas estão localizadas dentro dos parques de Santa Luzia, Brejinho 1 e 2, Miracema e Sucupira. As espécies a serem produzidas são Tambaqui, Pacu, Piauçu, Pirapitinga, Lambari, Pirarucu, Pirara e Jurupensém. Nessas áreas, que ocupam 33 hectares de águas sob domínio da União, serão criados aproximadamente dois mil empregos imediatos (diretos e indiretos).

O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, ressaltou que a produção de pescado no Parque Aquícola do Lajeado irá contribuir para que o Tocantins alcance a meta de ser a capital do peixe no Brasil. “Os pescadores precisam de alternativas. E a alternativa melhor para não afastá-los do peixe é o tanque rede. O Tocantins tem clima, tem água e tem licença ambiental”, disse.

A solenidade contou com a presença do chefe geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno Campos da Rocha, acompanhado dos chefes adjuntos de Pesquisa & Desenvolvimento e de Transferência de Tecnologia, Eric Routledge e Alexandre Freitas.
Freitas destaca a implantação do Campo Experimental da Embrapa no Lago de Palmas. O processo de pesquisa, adaptação e transferência de tecnologias vai acontecer articulado às capacitações técnicas para os produtores e à implantação dos lotes. “Serão ações simultâneas que permitirão diminuir o tempo entre a geração e o uso da tecnologia. A Embrapa já assinou um termo de cooperação com o MPA para capacitação de técnicos em sistemas de produção em tanque rede”, ressaltou.

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura