(Lúcia Brito/Ruraltins) Colônias de pescadores e agricultores que se enquadram no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF serão beneficiadas com convênio entre Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins – Ruraltins.
Nesse sentido, o SINCOV - Sistema de Convênios, do governo federal, aprovou na sexta-feira, 21, projeto elaborado pelo Ruraltins que visa o fortalecimento da piscicultura no Tocantins. De acordo com o chefe da Assessoria Técnica e de Planejamento, Adenieux Rosa Santana, com a aprovação recursos na ordem de R$ 550 mil estão assegurados e serão aplicados na aquicultura e pesca nos 139 municípios tocantinenses.
“Os recursos chegam para fortalecer e ampliar os serviços de assistência técnica e extensão rural voltados para a piscicultura, por meio do reaparelhamento das nossas unidades regionais e escritórios locais, pois serão adquiridos 10 veículos, kits de informática e outros equipamentos, além de possibilitar transferências de tecnologias para o setor”, afirma o assessor.
O projeto prevê ainda a contratação de 1.000 horas/máquinas para a implantação de 50 tanques escavados. Sendo que para o desenvolvimento dessas ações serão elaborados diagnósticos regionais destacando os municípios com maior potencial para a piscicultura.
O coordenador de Aquicultura e Pesca do Ruraltins, Arthur de Melo, explica que após o levantamento do diagnóstico o Ruraltins apresentará aos beneficiários os pré-requisitos de ordem ambiental e social para a construção das pequenas barragens. “Cumprinda essa etapa, o produtor, com o apoio técnico do órgão, apresentará aos órgãos de controle ambiental projeto para implantação da piscicultura em sua propriedade, que depois de concedida a licença, receberá aproximadamente 20 horas/máquinas para escavação das pequenas barragens”, destaca, acrescentando que a meta é aumentar a produção de pescado no Estado e melhorar a qualidade de vida dos pescadores e aquicultores com a geração de emprego e renda.
Potencial
Atualmente a piscicultura tocantinense conta com mais de 1.000 piscicultores em atividade, cresceu 752 % em 12 anos e se tornou uma das atividades da pecuária que mais receberam pressão em seu desenvolvimento, saindo de uma produção de 1.330 toneladas/ano em 2001 para uma produção de 10.000 toneladas/ano em 2012.
Devido às suas condições naturais, o Estado vem atraindo investidores com atuação em toda a cadeia: pesquisa, produção, processamento e comercialização. Além disso, a instalação da Embrapa Pesca e Aquicultura, de nove laboratórios de reprodução, uma fábrica de ração e quatro frigoríficos com SIF - Selo de Inspeção Federal tornam o Tocantins propício para a produção de peixes.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Estudo mostrará capacidade do reservatório Peixe Angical (TO) para piscicultura
Num
trabalho inédito no país por seu grau de detalhamento, pesquisadores da Embrapa
Pesca e Aquicultura vão analisar o reservatório e indicar áreas apropriadas
para criação de peixes e o número máximo de animais que o reservatório suporta.
Uma pesquisa de três anos analisará o potencial do
reservatório da usina hidrelétrica (UHE) Peixe Angical, no município de Peixes
(TO), para a piscicultura. Coordenado pela pesquisadora Flávia Tavares, da
Embrapa Pesca e Aquicultura, de Palmas (TO), o trabalho indicará as áreas
apropriadas do lago para a criação de peixes e diversos parâmetros que visam à
sustentabilidade desses empreendimentos.
“Trata-se de um detalhado levantamento de dados que
envolverá pesquisas em campo e de laboratório”, conta Flávia. A digestibilidade
dos componentes de uma ração será estudada em laboratório e a análise dos
excrementos dos animais mostrará as substâncias que poderão impactar no
ambiente e as suas respectivas quantidades. Do mesmo modo, os restos de ração
não consumida pelos peixes também serão estimados.
Esses dados, somados a outros parâmetros, servirão
de base para a indicação da capacidade máxima de cada área do reservatório
destinado à piscicultura, chamada de capacidade de suporte. Trata-se de uma
informação valiosa para empreendimentos do mesmo gênero, pois será aplicável em
outros reservatórios tropicais.
Orçado em cerca de R$ 900 mil, o projeto de
pesquisa é financiado pela Enerpeixe, empresa operadora da UHE Peixe Angical,
por meio da Lei nº 9.991/2000 que destina o investimento mínimo de 0,75% da
receita das empresas autorizadas do setor elétrico em pesquisa e
desenvolvimento. O projeto apresentado pela Embrapa teve a anuência da Agência
Nacional de Energia Elétrica que o avaliou com nota 4, em uma escala que vai de
0 a 5.
A primeira etapa do trabalho envolverá o zoneamento
do reservatório de 294m2 de lâmina d’água por meio de ferramentas de
sensoriamento remoto. “Nessa fase, indicaremos as áreas adequadas para a criação de peixes”, informou Flávia
explicando que serão excluídos trechos próximos a captação de água ou
lançamento de esgoto, zonas de paliteiros, rotas de navegação, locais muito expostos
a ventos ou de baixa renovação de água.
Serão levados em conta também parâmetros de
qualidade da água, aspectos hidrodinâmicos, fatores socioeconômicos das
comunidades que atuarão nessas pisciculturas e o acesso delas aos locais de
cultivo. A circulação hidrodinâmica do reservatório será estudada por meio de
modelos computacionais.
A região do entorno do reservatório de Peixe
Angical abriga comunidades de pescadores, pequenos agricultores, moradores que
tiveram de ser realocados após a inundação da barragem e também comunidades
quilombolas. “O projeto possibilitará a elaboração de um plano de uso e
ocupação do entorno do reservatório a partir da localização de todos esses
possíveis usuários inclusive grandes empresários que se interessem em investir
na atividade”, prevê Flávia.
O mapa de favorabilidade a ser criado pelo projeto
indicará as áreas aptas para criação de tambaquis (Colossoma macropomum), espécie recentemente aprovada pelo
Ministério da Pesca e Aquicultura para criação a bacia do rio Tocantins. O
tambaqui será estudado em laboratório e no ambiente natural e as tecnologias
envolvidas na sua produção serão transferidas aos criadores e técnicos por meio
do setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura.
A pesquisa envolverá todo o ciclo produtivo do
peixe, da fase de alevinos até o abate e processamento, e desenvolverá uma
metodologia que poderá ser replicada com outros reservatórios. Além dos dados
zootécnicos envolvidos, o projeto abrangerá ainda os aspectos climáticos,
químicos e biológicos do reservatório.
Os pesquisadores da Embrapa trabalharão em parceria
com a Universidade de Guelph, no Canadá, reconhecida por seu trabalho em
nutrição de peixes, e com a Universidade de Stirling, na Escócia, que tem
grande experiência em modelagem computacional. “Será uma ótima oportunidade
para o desenvolvimento da piscicultura em reservatórios no Brasil”, acredita a
pesquisadora.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura
Tocantins é pioneiro na realização do FEM peixes
O Programa de Formação de Empreendedores-Capacitação em Cadeias
Produtivas (FEM), idealizado pela Confederação de Agricultura e Pecuária do
Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), começa a ser
executado no Tocantins. Dos 26 estados brasileiros, o Tocantins se destacou ao
ser o pioneiro a implantar a capacitação da cadeia de piscicultura.
Além das duas turmas de bovinocultura de leite, que Começam as aulas neste mês dezembro, o Senar-To abrirá, no mês de fevereiro de 2013, mais três novas turmas de leite e cinco turmas de capacitação em cadeia produtiva de peixe, essas últimas serão nas cidades de Almas, Brejinho de Nazaré, Gurupi, Palmas e Natividade.
O programa responde às demandas e as necessidades locais. Levando em consideração que o Estado vem desenvolvendo um trabalho de fortalecimento da piscicultura, o Senar-To decidiu investir em capacitação profissional aos produtores, com a finalidade de proporcionar o crescimento do índice de lucratividade e fortalecer o Sistema Agroindustrial. “A expectativa para realização do FEM em piscicultura é grande, visto que o crescimento desta atividade no Estado vai despontar. E quem está se preparando e investindo nisso, com toda certeza, vai se destacar,” afirma Ivan Nakandakaré, coordenador do FEM em piscicultura.
Segundo o coordenador do FEM em piscicultura, Fernando Taniguchi, oportunizar O produtor rural À profissionalização na atividade produtiva de peixe, na evolução do seu empreendimento e desenvolvimento das capacidades, é investir na qualidade do produto final. “A ideia do FEM, além de capacitar para a produção do pescado, é incentivar o produtor DE que para ELE Se destacar, deve ficar atento À qualidade dessa produção até a parte final da cadeia. É mostrar ao produtor que o diferencial será levar ao consumidor um pescado de qualidade”, comenta Taniguchi.
FEM- Cadeias Produtivas
O programa, que tem o objetivo de oferecer capacitação aos produtores rurais já inseridos ou em fase de implementação de cadeias produtivas, tem duração de um ano, sendo uma formação mais prolongada e proporcionando uma qualificação profissional mais efetiva do produtor rural. É realizado em parceria com o Sebrae, tem duração de 1.248 horas e cada turma formada pode ter no máximo 20 participantes.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Senar (TO)
Além das duas turmas de bovinocultura de leite, que Começam as aulas neste mês dezembro, o Senar-To abrirá, no mês de fevereiro de 2013, mais três novas turmas de leite e cinco turmas de capacitação em cadeia produtiva de peixe, essas últimas serão nas cidades de Almas, Brejinho de Nazaré, Gurupi, Palmas e Natividade.
O programa responde às demandas e as necessidades locais. Levando em consideração que o Estado vem desenvolvendo um trabalho de fortalecimento da piscicultura, o Senar-To decidiu investir em capacitação profissional aos produtores, com a finalidade de proporcionar o crescimento do índice de lucratividade e fortalecer o Sistema Agroindustrial. “A expectativa para realização do FEM em piscicultura é grande, visto que o crescimento desta atividade no Estado vai despontar. E quem está se preparando e investindo nisso, com toda certeza, vai se destacar,” afirma Ivan Nakandakaré, coordenador do FEM em piscicultura.
Segundo o coordenador do FEM em piscicultura, Fernando Taniguchi, oportunizar O produtor rural À profissionalização na atividade produtiva de peixe, na evolução do seu empreendimento e desenvolvimento das capacidades, é investir na qualidade do produto final. “A ideia do FEM, além de capacitar para a produção do pescado, é incentivar o produtor DE que para ELE Se destacar, deve ficar atento À qualidade dessa produção até a parte final da cadeia. É mostrar ao produtor que o diferencial será levar ao consumidor um pescado de qualidade”, comenta Taniguchi.
FEM- Cadeias Produtivas
O programa, que tem o objetivo de oferecer capacitação aos produtores rurais já inseridos ou em fase de implementação de cadeias produtivas, tem duração de um ano, sendo uma formação mais prolongada e proporcionando uma qualificação profissional mais efetiva do produtor rural. É realizado em parceria com o Sebrae, tem duração de 1.248 horas e cada turma formada pode ter no máximo 20 participantes.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Senar (TO)
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Kátia Abreu consegue liberação da criação de Tambaqui em tanque-rede no Tocantins
Depois de mais de seis audiências realizadas pela
senadora Kátia Abreu e a presidente da Comisssão Nacional da Pesca, da CNA,
Miuky Hiashida, junto aos Ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Pesca,
Casa Civil e Ibama, o governo federal atendeu pedido da presidente da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e da FAET.
Foi publicado em 04 de novembro, no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa Nº 09, de 9 dezembro de 2012, do Ibama, autorizando o uso do tambaqui na atividade de aquicultura em sistema de cultivo em tanques-rede nos reservatórios artificiais, localizados ao longo do rio Tocantins. A decisão beneficia diretamente os quase mil produtores de peixe do Estado que, agora, só dependem da liberação, por parte do Naturatins, do licenciamento ambiental (condição exigida pela portaria) que já foi aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema).
Há mais de ano, a senadora Kátia Abreu reivindicava a alteração na legislação, a revisão da portaria 145 do Ibama, que não reconhecia a introdução do tambaqui na bacia do Araguaia-Tocantins, o que, segundo especialistas, ocorreu há mais de 20 anos. Essa portaria proibia empreendimentos de criação e utilização de peixes dessa espécie no Araguaia-Tocantins, o que impedia a produção do tambaqui, inviabilizando o aproveitamento das reservas d´água existentes na região. A Presidente da CNA argumentou ainda ao Ibama que o estudo feito pela Universidade Federal do Tocantins demonstrou que o tambaqui não é uma espécie exótica no Estado, ao contrário do que estabeleceu o órgão ao restringir a criação da espécie. Citou ainda o posicionamento da unidade de pesca e aqüicultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizada em Palmas (TO).
A liberação do tambaqui chega no momento em que a minstra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, garantiu a Kátia Abreu que será liberado o uso de criação de peixes em tanques-rede também no lago da hidrelétrica de Lajeado.
No Estado, os três principais projetos Tamborá, Piratins e Barra Mansa, produzem cerca de 700 toneladas de peixe/mês. Os cerca de mil produtores hoje em atividade no Tocantins produzem seis mil toneladas de peixe/ano e têm capacidade para aumentar esta produção para 50 mil toneladas/ano com a utilização dos quatro lagos formados pelas hidrelétricas de Peixe/Angical/São Salvador/Lajeado e Estreito, podendo transformar-se no maior produtor do produto da região Norte do país.
O Estado hoje tem em torno de mil produtores e apenas quatro frigoríficos com o Selo de Inspeção Federal. Há 120 mil hectares de lâmina dágua em barragens, 25 mil hectares de áreas propícias à instalação de viveiros. No Tocantins também estão instaladas oito unidades produtores de alevinos que são responsáveis pela produção de aproximadamente 40 milhões de larvas, alevinos e pós-larvas de espécies nativas como a caranha, cachorra, piau, pirarucu e tambaqui. Além disso, existem os lagos das hidrelétrica. Da área total de 630 hectares que pode ser licenciada para atividades aqüícolas no Parque do Lajeado – o que representa 1% da lâmina total – o licenciamento inicial, informou o ministro, será de 125 hectares, área que poderá abrigará 126 famílias. “Essa área pode gerar 9.400 toneladas de peixe por ano, garantindo renda de R$ 800 a R$ 1.000 por mês para cada família. Uma área produtiva que poderia gerar renda está parada. É inadmissível essa situação”, afirmou a presidente da CNA, Kátia Abreu.
Fonte: Portal do Agronegócio e Assessoria de Comunicação da CNA/Senado
Foi publicado em 04 de novembro, no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa Nº 09, de 9 dezembro de 2012, do Ibama, autorizando o uso do tambaqui na atividade de aquicultura em sistema de cultivo em tanques-rede nos reservatórios artificiais, localizados ao longo do rio Tocantins. A decisão beneficia diretamente os quase mil produtores de peixe do Estado que, agora, só dependem da liberação, por parte do Naturatins, do licenciamento ambiental (condição exigida pela portaria) que já foi aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema).
Há mais de ano, a senadora Kátia Abreu reivindicava a alteração na legislação, a revisão da portaria 145 do Ibama, que não reconhecia a introdução do tambaqui na bacia do Araguaia-Tocantins, o que, segundo especialistas, ocorreu há mais de 20 anos. Essa portaria proibia empreendimentos de criação e utilização de peixes dessa espécie no Araguaia-Tocantins, o que impedia a produção do tambaqui, inviabilizando o aproveitamento das reservas d´água existentes na região. A Presidente da CNA argumentou ainda ao Ibama que o estudo feito pela Universidade Federal do Tocantins demonstrou que o tambaqui não é uma espécie exótica no Estado, ao contrário do que estabeleceu o órgão ao restringir a criação da espécie. Citou ainda o posicionamento da unidade de pesca e aqüicultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizada em Palmas (TO).
A liberação do tambaqui chega no momento em que a minstra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, garantiu a Kátia Abreu que será liberado o uso de criação de peixes em tanques-rede também no lago da hidrelétrica de Lajeado.
No Estado, os três principais projetos Tamborá, Piratins e Barra Mansa, produzem cerca de 700 toneladas de peixe/mês. Os cerca de mil produtores hoje em atividade no Tocantins produzem seis mil toneladas de peixe/ano e têm capacidade para aumentar esta produção para 50 mil toneladas/ano com a utilização dos quatro lagos formados pelas hidrelétricas de Peixe/Angical/São Salvador/Lajeado e Estreito, podendo transformar-se no maior produtor do produto da região Norte do país.
O Estado hoje tem em torno de mil produtores e apenas quatro frigoríficos com o Selo de Inspeção Federal. Há 120 mil hectares de lâmina dágua em barragens, 25 mil hectares de áreas propícias à instalação de viveiros. No Tocantins também estão instaladas oito unidades produtores de alevinos que são responsáveis pela produção de aproximadamente 40 milhões de larvas, alevinos e pós-larvas de espécies nativas como a caranha, cachorra, piau, pirarucu e tambaqui. Além disso, existem os lagos das hidrelétrica. Da área total de 630 hectares que pode ser licenciada para atividades aqüícolas no Parque do Lajeado – o que representa 1% da lâmina total – o licenciamento inicial, informou o ministro, será de 125 hectares, área que poderá abrigará 126 famílias. “Essa área pode gerar 9.400 toneladas de peixe por ano, garantindo renda de R$ 800 a R$ 1.000 por mês para cada família. Uma área produtiva que poderia gerar renda está parada. É inadmissível essa situação”, afirmou a presidente da CNA, Kátia Abreu.
Fonte: Portal do Agronegócio e Assessoria de Comunicação da CNA/Senado
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Almas recebe segundo módulo do curso de piscicultura
Nos dias 29
e 30 de novembro, cerca de 40 pessoas participaram do segundo módulo de
capacitação continuada para multiplicadores em piscicultura de água doce da
região sudeste do Tocantins. O evento foi realizado na Câmara Municipal de
Almas, a 276 km de Palmas e reuniu produtores de peixes e técnicos
extensionistas especialmente aqueles do quadro do Instituto de Desenvolvimento
Rural do Tocantins (Ruraltins).
A capacitação foi uma realização da Embrapa Pesca e Aquicultura por meio de uma parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura e com o Ruraltins e conta com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae), Banco da Amazônia (BASA) e Prefeitura Municipal de Almas.
Os participantes receberam informações sobre características de viveiros e de barragens, aplicação de calcário, fertilização e povoamento de viveiros, planejamento de produção e execução de um plano de negócios. No próximo módulo, marcado para começar no dia 31 de janeiro, serão abordados qualidade da água, anatomia e fisiologia de peixes e boas práticas de sanidade.
Segundo o pesquisador Fabrício Rezende, da Embrapa Pesca e Aquicultura, que ministrou parte do curso, a capacitação deverá ajudar a aumentar a rentabilidade dos piscicultores do Tocantins. “Com essas informações, o produtor poderá impulsionar sua produção melhorando a qualidade e aumentando a produtividade, reduzindo custos de manutenção”, apontou o pesquisador.
“Essa capacitação está sendo muito importante para os extensionistas do Ruraltins e para os produtores, porque vamos aprimorar nossas metodologias de trabalho, já que nossa região é grande produtora de peixe. E com esses conhecimentos, vamos conseguir melhorar a qualidade e produtividade com a implantação de novas tecnologias” considerou o extensionista e supervisor regional do Ruraltins do município de Taguatinga, José Aldir.
De acordo com o diretor de aquicultura e pesca do Ruraltins, Alexandre Cruz, a região sudeste do Estado é responsável por grande parte da produção de peixe. “A produção de peixe em barragens nessa região é em torno de cinco a seis mil toneladas por ano, o que corresponde a um montante em torno de 50% a 60% da produção total de peixe no Tocantins”, explicou Cruz.
Para o produtor de peixe, Marcio Fontana, 32 anos, e com três anos na atividade, a iniciativa é uma oportunidade para a troca de experiência. “A capacitação está sendo necessária para esclarecer dúvidas e aplicarmos essas informações na atividade. Assim estaremos evitando gastos desnecessários e prejuízos, melhorando a produção com maior lucratividade”, pontuou Fontana.
A analista da Embrapa Pesca e Aquicultura e organizadora do módulo, Marcela Matavelli, considerou o momento muito produtivo ainda que não tenha sido completada a parte prática por causa do mau tempo. “Apesar de termos cancelado o dia de campo previsto para sábado [1º de dezembro], por causa do tempo ruim, a capacitação teve uma ótima receptividade dos participantes e cumpriu os nossos objetivos”, declarou.
Marcela informou que, nos próximos meses, a Embrapa implantará em Almas uma Unidade de Aprendizagem Tecnológica a qual demonstrará de forma prática os conhecimentos trabalhados no curso.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura e Seagro
A capacitação foi uma realização da Embrapa Pesca e Aquicultura por meio de uma parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura e com o Ruraltins e conta com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae), Banco da Amazônia (BASA) e Prefeitura Municipal de Almas.
Os participantes receberam informações sobre características de viveiros e de barragens, aplicação de calcário, fertilização e povoamento de viveiros, planejamento de produção e execução de um plano de negócios. No próximo módulo, marcado para começar no dia 31 de janeiro, serão abordados qualidade da água, anatomia e fisiologia de peixes e boas práticas de sanidade.
Segundo o pesquisador Fabrício Rezende, da Embrapa Pesca e Aquicultura, que ministrou parte do curso, a capacitação deverá ajudar a aumentar a rentabilidade dos piscicultores do Tocantins. “Com essas informações, o produtor poderá impulsionar sua produção melhorando a qualidade e aumentando a produtividade, reduzindo custos de manutenção”, apontou o pesquisador.
“Essa capacitação está sendo muito importante para os extensionistas do Ruraltins e para os produtores, porque vamos aprimorar nossas metodologias de trabalho, já que nossa região é grande produtora de peixe. E com esses conhecimentos, vamos conseguir melhorar a qualidade e produtividade com a implantação de novas tecnologias” considerou o extensionista e supervisor regional do Ruraltins do município de Taguatinga, José Aldir.
De acordo com o diretor de aquicultura e pesca do Ruraltins, Alexandre Cruz, a região sudeste do Estado é responsável por grande parte da produção de peixe. “A produção de peixe em barragens nessa região é em torno de cinco a seis mil toneladas por ano, o que corresponde a um montante em torno de 50% a 60% da produção total de peixe no Tocantins”, explicou Cruz.
Para o produtor de peixe, Marcio Fontana, 32 anos, e com três anos na atividade, a iniciativa é uma oportunidade para a troca de experiência. “A capacitação está sendo necessária para esclarecer dúvidas e aplicarmos essas informações na atividade. Assim estaremos evitando gastos desnecessários e prejuízos, melhorando a produção com maior lucratividade”, pontuou Fontana.
A analista da Embrapa Pesca e Aquicultura e organizadora do módulo, Marcela Matavelli, considerou o momento muito produtivo ainda que não tenha sido completada a parte prática por causa do mau tempo. “Apesar de termos cancelado o dia de campo previsto para sábado [1º de dezembro], por causa do tempo ruim, a capacitação teve uma ótima receptividade dos participantes e cumpriu os nossos objetivos”, declarou.
Marcela informou que, nos próximos meses, a Embrapa implantará em Almas uma Unidade de Aprendizagem Tecnológica a qual demonstrará de forma prática os conhecimentos trabalhados no curso.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura e Seagro
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