sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Extensionistas e produtores rurais comemoram sucesso do curso sobre piscicultura de água doce no sudeste do Tocantins
O Curso de capacitação continuada em piscicultura de água doce no sudeste do Tocantins, promovido pela Embrapa Pesca e Aquicultura com apoio do Governo do Estado por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Ministério da Pesca e Aquicultura e Prefeitura Municipal de Almas, foi encerrado nesta sexta – feira, 30, com demonstrações práticas sobre planejamento de despesca e deteriorização do pescado, num Dia de Campo, realizado na Fazenda Piripiri, localizada na zona rural do município de Almas, a 276 km de Palmas.
Ao longo de 12 meses um grupo formado por mais de 40 pessoas entre produtores, extensionistas rurais do Ruraltins, técnicos de outras instituições, analistas e pesquisadores da Embrapa, participaram da capacitação, planejada e executada em cinco módulos. O projeto teve como objetivo capacitar continuamente os multiplicadores para a implementação e atualização de tecnologias a serem aplicadas na piscicultura.
De acordo com a coordenadora do curso, Marcela Mataveli, zootecnista da Embrapa, os participantes receberam durante o treinamento, informações especificas sobre a anatomia e fisiologia dos peixes, boas práticas de manejo na engorda, manejo de reprodutores e alevinagem, despesca, abate e processamento do pescado, além de explicações sobre associativismo e cooperativismo. “O desafio da extensão rural e dos produtores agora é colocar em prática tudo que foi repassado ao longo desses meses. Para isso, implantamos Unidades de Referência Tecnológica (URT) aqui na região, e vamos monitorar o resultado desse trabalho”, afirmou a coordenadora, destacando que a participação do público alvo foi além das expectativas, pois não houve desistência de nenhum componente do grupo.
Durante a cerimônia de entrega dos certificados de conclusão do curso, ocorrida na tarde desta quinta-feira, 29, na Câmara Municipal de Almas, a presidente do Ruraltins, Miyuki Hyashida, agradeceu o empenho dos parceiros na realização das oficinas, destacando o trabalho em conjunto. “Quando nos unimos o resultado chega mais depressa e essa capacitação foi exemplo disso. Vejo que os técnicos do Ruraltins, de todas as regionais, participantes do treinamento, abraçaram com muita força esse trabalho, e agora estão prontos para fazerem a diferença nas suas localidades, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de produção do pescado e principalmente para a melhoria da qualidade de vida dos nossos agricultores, que são fundamentais no processo de crescimento da atividade, no nosso Estado, avaliou a presidente.
O piscicultor José Botelho, de 50 anos, disse que a capacitação foi um divisor de águas em sua propriedade. “Antes criava o peixe com muita dificuldade, sem conhecimento e tinha prejuízos financeiros, com a mortalidade de peixes. Agora, após o treinamento consegui melhorar o manejo, a produção e aumentei a renda. Isso é maravilhoso”, comemora.
O técnico João Filho, gerente da Unidade Local, do Ruraltins, em Almas, em nome dos cursistas, elogiou a capacitação, considerando como um grande passo para o desenvolvimento e fortalecimento da piscicultura na região, que hoje é uma referencia de produção no Estado. “O curso da Embrapa foi de extrema importância para os técnicos e produtores, aliando teoria e prática, deu a todos a oportunidade de produzir com planejamento e conhecimento”, pontuou.
O Chefe Adjunto da Embrapa, Alexandre Freitas, também não poupou elogios ao Ruraltins, na execução desse trabalho piloto. “Não conseguimos enxergar a pesquisa sem o apoio da extensão rural, pois ela funciona como uma ponte entre nós e o produtor, disse, anunciando que o Ministério da Pesca autorizou a realização de uma nova capacitação nos mesmos moldes sobre tanque rede e viveiros escavados.
O Superintendente do Ministério da Pesca, no Tocantins, Guilherme Vaz, presente no encontro, falou sobre a semana do peixe, que tem por objetivo incentivar o consumo do produto junto a população. O lançamento da programação acontecerá no dia 02 de setembro, na capital, no auditório do Sebrae, a partir da 19h. O ponto alto será no dia 06/09, quando o Ministro do MPA, Marcelo Crivella, virá ao Estado para o lançamento do edital dos Parques Aquicolas do Lago de Lajeado. O evento será realizado no auditório do Quartel do Comando Geral, em Palmas.
Participantes
Da cerimônia de confraternização e entrega de certificados, realizada na Câmara Municipal, participaram ainda a representante do Sebrae Nacional, Newman Costa, o Prefeito de Almas Leonardo Cintra, os supervisores regionais do Ruraltins, de Taguatinga, José Aldir, de Gurupi, Avanir Pereira, do Diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Agnelo Cruz, de técnicos e demais autoridades locais.
30/8/2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Capacitação em piscicultura de água doce beneficia técnicos e produtores da região sudeste
Promovida pela Embrapa Pesca e Aquicultura, com o apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) - e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), a capacitação continuada em piscicultura de água doce chega ao último módulo, após um ano de curso. O evento acontece na cidade de Almas, a 276 km de Palmas, na região sudeste do Estado, entre os dias 28 e 30 de agosto e irá abordar a cadeia produtiva da piscicultura.
A iniciativa visa capacitar multiplicadores para a implementação e atualização de tecnologias a serem aplicadas na piscicultura, como também, contribuir para a consolidação e fortalecimento da cadeia produtiva do setor no Estado.
Segundo Tácito Araújo Bezerra, tecnólogo especialista em aquicultura do Ruraltins, 11 técnicos do Instituto estão participando da capacitação. “O intuito é capacitar um técnico de cada regional para serem especialistas na área, e assim atender as demandas do setor em cada região do Tocantins”, afirma, destacando que nesse módulo serão apresentados temas como: métodos de abate e insensibilização de pescado no Brasil e no mundo, métodos de conservação do pescado, aproveitamento de resíduos da agroindústria, processamento tecnológico do pescado, despesca e abate.
Dentro da programação de encerramento do curso consta ainda um dia de campo sobre o Bem Estar Animal e Despesca, e irá acontecer na Fazenda Piripiri. De acordo com Bezerra, o Dia de Campo faz parte das aulas práticas. “No dia de campo vão ser demonstradas técnicas de pesca e despescas como: utilização de materiais adequados para a realização da pesca, aquisição de gelo para insensibilização do peixe, quantidade de pessoas ideal para a despesca, manejo e higiene do pescado, entre outros assuntos”, acrescentou o tecnólogo.
Para a participante Cássia Sobreira, bióloga do Ruraltins, o curso veio agregar conhecimento. “Apesar de ter conhecimento na área de piscicultura, é sempre bom passar por uma reciclagem, pois sempre tem algo novo a acrescentar, além de ser também um momento para a troca de informação”, disse a bióloga, acrescentando que como pré-requisito para a conclusão do curso os participantes farão o levantamento e acompanhamento de uma propriedade de piscicultura.
Parceiros
Promovido pela Embrapa Pesca e Aquicultura, o curso conta ainda com o apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal de Almas, Frigorífico Tamborá, Fazenda Piripiri e Fazenda Baixão Verde.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Semana do Peixe mobilizará restaurantes populares e cozinhas comunitárias do País
A
Semana do Peixe, campanha de estímulo ao consumo de pescado no Brasil, está
completando uma década de existência. Ao longo do tempo, a iniciativa conquista
um público cada vez maior, pela adesão de supermercados, escolas, feiras
livres, bares, hotéis, restaurantes e até mesmo de grupo de amigos e
familiares. No ano passado, conforme avaliação do Ministério da Pesca e
Aquicultura, o consumo de pescado durante a campanha aumentou 20% e o preço do
pescado baixou 24%, para alegria dos consumidores.
Na
X Semana do Peixe, que ocorre entre os dias 01 e 15 de setembro, a campanha
está sendo reforçada por um “time” de peso: 93 restaurantes populares e 136
cozinhas comunitárias em atividade no País, frequentados diariamente por
milhares de brasileiros. Todos estes estabelecimentos irão fixar cartazes e
distribuir cartilhas da campanha. A participação é o resultado de uma parceria
entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
A
iniciativa é positiva para a saúde dos brasileiros. A Organização Mundial de
Saúde (OMS) recomenda que as pessoas devam consumir pelo menos 12 quilos de
pescado por ano. Entretanto, os brasileiros consomem apenas 9 quilos; no
mundo, a média chega a 17 quilos por ano por pessoa, o que explica o peixe ser
a principal proteína animal do mercado internacional. Em poucos anos, porém,
com o contínuo crescimento no consumo, o Brasil deve atingir a meta da OMS.
Na
primeira edição da Semana do Peixe, os supermercados brasileiros ainda não
ofertavam pescado fresco. Hoje, o setor é uma das “vitrines” dos supermercados.
Desde então as pessoas também passaram a valorizar mais os hábitos saudáveis.
Agora, chegou a vez dos restaurantes e cozinhas populares terem mais um
diferencial: além de preço baixo, um saboroso pescado.
Fonte:
Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)
Substitutos para a sardinha
Rainha absoluta das latas, a sardinha (Sardinella brasiliensis) responde por dois terços do mercado nacional de peixes em conserva o qual faturou R$2,27 bilhões em 2009, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentação. No entanto, ao longo dos anos, tem-se registrado um declínio dos estoques naturais de sardinha. Em 1970, o Brasil pescou 135 mil toneladas da espécie. Já no ano passado, a captura somou pouco mais de 90 mil toneladas. Para assegurar a proteção da sua reprodução, foi instituído o período de defeso, cinco meses anuais em que a pesca é proibida.
Com o objetivo de responder a esse gargalo da indústria conserveira e ampliar o mercado consumidor de pescados em conserva alcançando novos nichos, especialistas da Embrapa iniciaram o projeto “A matrinxã (Brycon amazonicus) como alternativa à sardinha verdadeira (Sardinella brasiliensis) para enlatamento pela indústria de pescados”, e assim começar a testar essa e outras espécies de peixes propícias para a comercialização em lata.
“É um projeto abrangente que analisará a viabilidade econômica da produção, a aceitação do mercado consumidor, os processos tecnológicos de processamento da matrinxã e a transferência de boas práticas aos aquicultores interessados em produzir a espécie”, apresentou o analista Diego Neves que coordena o projeto ao lado da pesquisadora Patrícia Mochiaro, ambos da Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas (TO). Também participam do projeto profissionais da Embrapa Negócios e Mercado, Brasília (DF), Embrapa Agroindústria de Alimentos, Rio de Janeiro (RJ), Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Universidade Federal do Tocantins (UFT). Os trabalhos são financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) e foram incorporados pela carteira Macroprograma 4 da Embrapa.
“Caso a matrinxã se mostre mais onerosa que a sardinha, podemos inseri-la em outro nicho de mercado e testar outras espécies para substituir a sardinha-verdadeira”, informou Neves apontando espécies conhecidas como sardinha-de-água-doce (Triportheus ssp., Hemiodus ssp., entre outras) como possíveis candidatas para a produção em conservas em substituição à espécie marinha.
Estudos indicam que a matrinxã apresenta crescimento precoce e boa conversão alimentar chegando a atingir entre 800 gramas a 1,2 quilo em um ano e possui características que a tornam indicada para agricultores familiares. “De acordo com a literatura, a matrinxã pode se tornar importante tanto para a indústria conserveira de pescado como para pequenos produtores que podem fazer o processamento por meio de cooperativas”, colocou o analista da Embrapa.
Em julho, participantes do projeto visitaram a indústria Nova Piracema de conservas, na capital fluminense, levando amostras de matrinxã e sardinhas de água doce para testes de produção. Esses primeiros ensaios indicaram viabilidade técnica do processo de enlatamento das duas espécies já evisceradas e descabeçadas.
Entre os resultados esperados do projeto estão a integração dos piscicultores da região Norte com a indústria conserveira, o desenvolvimento dos pequenos produtores e a oferta de proteína animal de boa qualidade a preços acessíveis à população. “O projeto também colocará a indústria de processamento de pescado em contato com produtos oriundos da aquicultura em substituição ou complementação à produção pesqueira”, apontou Viviane Verdolin, pesquisadora da Embrapa que atua no projeto.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura (por Fábio Reynol)
Assinar:
Postagens (Atom)