terça-feira, 28 de agosto de 2012

9ª edição da Semana do Peixe se inspira na alimentação dos atletas olímpicos


(Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura)

“Pescado: dá água na boca e faz bem pra a saúde”. Este é o slogan da campanha da Semana do Peixe 2012, que será promovida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, entre os dias 3 e 17 de setembro.  A Campanha, que está em sua 9ª edição, incentiva o consumo de pescado no País.

A Semana do Peixe traz este ano algumas novidades. A Campanha, na televisão e na internet, terá a participação de Thiago Pereira, medalhista olímpico. Eventos gastronômicos e mobilizações serão promovidos nos Estados e no Distrito Federal.

O lançamento oficial, em âmbito nacional, será realizado pelo ministro Marcelo Crivella, da Pesca e Aquicultura, no dia 1° de setembro, no Rio de Janeiro. Durante a Campanha, o ministro visitará regiões do País para mobilizar a população.


Participação

No site do Ministério, as pessoas poderão enviar receitas saborosas de pescado para divulgação e obter o cartaz da Campanha. Na rede também será possível imprimir a cartilha com dicas incríveis para manipulação de pescado, além de orientações sobre como verificar a qualidade do produto na hora da compra, e diversas receitas regionais. Um aplicativo permitirá que esse conteúdo possa ser acessado, a todo o momento, pelo celular.


A Semana do Peixe contará com o apoio de redes de supermercado, feiras, mercados públicos, bares e restaurantes, escolas, centros de nutrição e, principalmente, dos consumidores.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Inscrições de trabalhos técnicos-científicos no III SIAP Brasil terminam em 31 de agosto


O III Simpósio Internacional de Aquicultura e Pesca acontecerá durante a Feira Internacional de Aquicultura e Pesca (Aquapescabrasil 2012), de sete a oito de novembro, em Salvador (BA). Os trabalhos técnico-científicos devem contemplar os temas Aquicultura ou Pesca e podem ser apresentados por alunos e ex-alunos universitários, mestrandos e doutorandos bem como por empresários do setor.

Os trabalhos serão divididos em cinco categorias que contemplam os temas Aquicultura de Água Doce, Maricultura, Pesca Industrial, Pesca Artesanal e Maricultura. A apresentação poderá ser realizada na forma oral ou pôster. Os trabalhos apresentados na forma oral serão avaliados por um comitê técnico.

Os participantes do III SIAP poderão assistir gratuitamente às palestras do seminário, incluindo também os debates e mesas redondas de especialistas nos setores da Pesca e da Aquicultura.

O Aquapescabrasil 2012 será realizado no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, no período de sete a nove de novembro.

Mais informações: Aquapescabrasil 2012 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Índice de saúde dos oceanos é lançado


Da Agência FAPESP.

O Índice de Saúde dos Oceanos (OHI, na sigla em inglês), a primeira medida abrangente indicadora da saúde dos ambientes marinhos, baseada no estudo de 171 regiões costeiras no mundo todo, foi lançado no dia 15 de agosto.

O novo índice, lançado pela Conservação Internacional, National Geographic Society e New England Aquarium, é uma medida quantitativa da saúde dos oceanos em termos dos benefícios que eles trazem e considera os seres humanos como parte desse ecossistema.

O índice é organizado em torno de dez fatores definidos para medir o uso que as pessoas fazem dos recursos e serviços oferecidos pelo oceano e ambientes costeiros: provisão de alimentos; oportunidades de pesca artesanal; produtos naturais; armazenamento de carbono; proteção costeira; subsistência e economia; turismo e recreação; identidade local; águas limpas; e biodiversidade.

As primeiras conclusões do OHI, publicadas no mesmo dia 17   na Nature, revelaram uma pontuação global de 60, em um total de 100 pontos.

Quanto menor a pontuação, pior a situação, mostrando que ou o homem não está aproveitando os benefícios fornecidos pelos oceanos, ou não está utilizando esses benefícios de modo sustentável. O Brasil ficou em 35º lugar, com 62 pontos.

Os locais com mais alta pontuação incluíram tanto nações densamente populosas e altamente desenvolvidas, como a Alemanha – em quarto com 73 pontos –, como locais remotos como a Ilha Jarvis, no Pacífico – que ficou em primeiro com 86 pontos.

Foram atribuídas pontuações para os dez fatores avaliados de forma global e também em termos regionais. O OHI pode ser usado desde a escala global até localmente – desde que existam dados de qualidade.

O OHI é uma importante ferramenta para políticos tomarem decisões sobre o futuro dos oceanos. As decisões de gerenciamento de recursos podem ser examinadas por grupo de metas, permitindo que os políticos avaliem a efetividade de seus compromissos.

De acordo com o índice, a maricultura recebeu uma das mais baixas pontuações (10 de 100), revelando oportunidades para os países criarem espécies marinhas de modo sustentável para ajudar a atender à demanda do crescimento da população e fornecer benefícios econômicos.

Os países do oeste da África tiveram a mais baixa pontuação no Índice de Saúde dos Oceanos. Esses países também tiveram baixa classificação no Índice de Desenvolvimento Humano, sugerindo uma relação entre um bom governo, economias fortes e litoral saudável.

Mais de 40% da população mundial vive ao longo da costa e, à medida que a população mundial aumenta, as pessoas se tornam mais dependentes dos oceanos para a sua alimentação, subsistência, recreação e sustento. No entanto, aproximadamente 84% das reservas marinhas monitoradas estão completamente exploradas, sobre-exploradas ou até mesmo esgotadas. A capacidade das frotas pesqueiras do mundo é estimada em 2,5 vezes acima dos níveis de pesca sustentáveis.

“A pontuação global de 60 é uma forte mensagem de que não estamos gerenciando o uso dos oceanos de maneira adequada,” disse Bud Ris, presidente do New England Aquarium e coautor do artigo na Nature. “Há muita oportunidade para melhorias e nós esperamos que o OHI torne esse ponto bastante claro.”

“Pela primeira vez, temos uma medida abrangente do que está ocorrendo com os oceanos e uma plataforma global a partir da qual podemos avaliar as implicações das ações ou omissões humanas”, disse Greg Stone, vice-presidente sênior e cientista chefe para os Oceanos da Conservation International e outro autor do artigo.

Mais informações: Ocean Health Index



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Profissional Pescador ganha novo modelo de Carteira de Identificação


O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) assinou, no dia primeiro de agosto, a portaria que regulamenta as regras para a criação do novo modelo da Carteira de Identificação Profissional do Pescador. O novo documento conterá todas as informações do trabalhador, e terá uma foto e um chip.

Para confeccionar as carteiras, o MPA atuará em parceria com a Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA). O documento será parecido com a carteira de identidade e terá validade em todo o território nacional.

Para evitar fraudes e solicitações irregulares da carteira, a CNPA ficará responsável por recepcionar e checar os dados dos documentos referentes à inscrição e manutenção de Pescadores no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RPG). Além disso, antes de enviar as informações para o MPA, a Confederação irá conferir se o trabalhador exerce a atividade de pescador artesanal.

O trabalhador também poderá tirar a carteira de Pescador Profissional Artesanal através da entrega de documentos na Colônia mais próxima, sem ter que ir, necessariamente, até a Superintendência do MPA no estado.

Fonte: MPA

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Embrapa na Aquicultura Nacional

Fonte:
Luiz Valle, Presidente da Cavalo Marinho (empresa do Grupo Leardini)
Jornal Brasil Economico, São Paulo, 03 de agosto de 2012

Há alguns anos recebíamos no Brasil um grupo de pesquisadores do governo chileno. Trabalhavam em um projeto de pesquisa e desenvolvimento de pacotes tecnológicos visando o cultivo de peixes nativos do Norte do país, onde a temperatura é mais elevada. O motivo: no Chile, a aquicultura está concentrada na região Sul, onde a temperatura é baixa e a produção limitada ao salmão e ao mexilhão. O que claramente se desejava era a diversificação das espécies cultivadas para fim de exportação e a desconcentração da região de cultivo.

O exemplo explica por que o país vizinho se transformou em um dos maiores produtores e exportadores mundiais de pescados e frutos do mar. Essa condição não resultou apenas da vocação e da eficiência de seus produtores. O governo investiu e investe muito em pesquisa e em desenvolvimento tecnológico, com o objetivo de apoiar a iniciativa privada e, assim, estruturar e dinamizar o setor produtivo, com base em seu plano nacional para a produção de peixe.

É aí que vale pôr em relevo a importância da criação da Embrapa Pesca e Aquicultura. Finalmente teremos no Brasil um órgão do governo fazendo papel de governo no desenvolvimento de um segmento da economia nacional que tem uma potencialidade extraordinária e cuja consolidação há muito urge. Como afirmei em recente entrevista a um dos pesquisadores contratados pelo órgão para definir os desafios que a Embrapa tem pela frente, há tudo por fazer!

Quantas espécies de bagres nativos da Amazônia podem substituir o asiático pangassius (vulgo panga), abundantemente importado pelo Brasil? Quantas espécies exóticas, já criadas em nosso país, como a tilápia e o camarão cinza, carecem de aprimoramento genético e de métodos de cultivo que ainda têm muito que se modernizar até alcançarem a produtividade e a competitividade experimentadas em outros países? E a produção interna de moluscos bivalves (de duas conchas), ainda tão insípida, que aguarda na fila da inserção tecnológica para se tornar geradora de riqueza e item de importância no equilíbrio de nossa balança comercial do peixe? Na área de desenvolvimento de rações nossa defasagem é igualmente imensa. Muitas espécies tiveram seus experimentos frustrados no nascedouro, por incapacidade do mercado interno de gerar alimento adequado à produção em cativeiro.

Enquanto isso, do outro lado do planeta, a China sai na frente, anunciando que daqui a onze anos irá ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o país que mais investe em pesquisa e inovação tecnológica. Ao contrário das nações que hesitaram em gastar com desenvolvimento científico nestes tempos de crises econômicas, o governo chinês vem elevando gradualmente os aportes em favor da inventividade.

Quando o governo brasileiro anuncia a entrada da Embrapa na pesquisa e no desenvolvimento da aquicultura nacional, bem como da nossa atividade de captura, ele quer dizer (sem nenhuma referência aos concorrentes asiáticos) que finalmente abriu os olhos para a riqueza e o potencial do nosso setor. A Embrapa nos encontrará ávidos de conhecimento e muito dispostos a cooperar. Os tempos estão mudando e o produtor brasileiro começa a ver motivos sólidos nos quais sustentar as suas esperanças.