sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Embrapa discute potencial da aquicultura no Tocantins (14/10/2013)
Fartura em recursos hídricos, clima favorável e presença de grandes frigoríficos fazem do Tocantins local propício para o desenvolvimento de empreendimentos aquícolas. Por outro lado, dificuldades de licenciamento da atividade, falta de infraestrutura e ausência de produção local de alguns insumos barram o crecimento da atividade. Essas questões foram colocadas em debate durante o 1º Congresso da Indústria Tocantinense, realizado no início de outubro em Palmas (TO).
Participaram da discussão o chefe geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno Campos da Rocha; a presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Tocantins), Miyuki Hyashida; o diretor do Departamento de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura em Estabelecimentos Rurais do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Adalmyr Borges; e o técnico do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Maurício Araújo.
O representante do MPA colocou que o Tocantins apresenta excelentes incentivos para a aquicultura e tem todas as condições para desenvolver o setor. O Estado também foi um dos que apresentou mais municípios solicitantes de kits de máquinas para a construção de viveiros escavados. “Para solicitar as máquinas ao Ministério, o município deve elaborar um projeto e nos enviar”, colocou Borges.
Rocha, da Embrapa, chamou a atenção para a falta de infraestrutura mínima para a realiação de empreendimentos aquícolas no Lago do Lajeado. “Essas áreas que acabam de ser lançadas para licitação vão precisar de acessos por estradas, píer para os barcos, fábricas de gelo, terminais para transporte e muitas outros implementos que até agora não existem”, alertou. Segundo o chefe da Embrapa, é preciso fazer um planejamento elaborado para evitar problemas futuros. “Muita gente pensa que é só pegar a concessão e jogar um tanque rede no lago, mas há muita coisa para fazer antes disso”, frisou.
A presidente do Ruraltins, Miyuki Hyashida, que também é piscicultora, falou sobre as dificuldades da extensão rural de atender a todos os piscicultores do Estado. “Mesmo se transformássemos todos os técnicos do Ruraltins em especialistas em piscicultura, não conseguiríamos suprir toda a demanda por assistência técnica desse setor”, disse.
O técnico do Naturatins, pontuou entraves legais que prejudicam os licenciamentos sem necessariamente proteger a natureza. “Nesses casos, teríamos que mudar a legislação pois é possível proteger o meio ambiente sem inviabilizar a produção”, colocou.
Após as colocações, participantes da mesa redonda debateram entre si e puderam responder dúvidas da plateia composta por cerca de 60 pessoas entre técnicos, produtores, estudantes e interessados em geral.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário