Dezembro é mês de balanço para os piscicultores familiares
dos municípios tocantinenses de Abreulândia e Divinópolis. No último dia 4, cerca
de 30 produtores reuniram-se com pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura
no auditório municipal de Divinópolis para debater os resultados do
monitoramento técnico realizado junto a dez piscicultores familiares desde o
início da produção.
A pesquisadora Patrícia Maciel relembrou as etapas de construção do projeto que surgiu das demandas levantadas pelos próprios produtores, por meio de um diagnóstico participativo. Os piscicultores ressaltaram os pontos mais importantes e os que estariam relacionados à área de atuação da Embrapa, como por exemplo: a inadequação dos viveiros, a qualidade da água, manejo inadequado e dificuldades de venda da produção, entre outros tópicos.
O processo de triagem das pisciculturas monitoradas foi realizado de forma participativa, com escolhas feitas pelos próprios produtores e baseadas em critérios técnicos. Ao todo, dez piscicultores foram selecionados e capacitados para registrar diversos parâmetros fundamentais para o controle da criação como temperatura, nível de oxigênio e transparência da água, medição e pesagem periódica dos peixes (biometria), registro da quantidade de ração dispensada a cada dia etc.
Esses dados geraram uma enorme base de dados que serviu para analisar o desempenho de cada piscicultura. Os resultados técnicos foram mostrados pela pesquisadora Adriana Lima aos produtores. “Percebemos, por exemplo, uma alta mortalidade num viveiro no qual não foi feita a calagem”, contou a especialista que explicou o processo em cadeia gerado a partir daí.
Sem a calagem, segundo narrou Adriana, ficou difícil controlar a alcalinidade da água, como consequência, os fitoplânctons, pequenos vegetais que habitam a superfície, não se fixaram no viveiro. Sem eles, a água ficou muito transparente o que provocou o surgimento de plantas no fundo do viveiro, as quais disputaram oxigênio com os peixes da criação. Para piorar, os fitoplânctos produzem oxigênio e sem eles, portanto, a água fica com níveis muito baixos desse gás vital, o que mata os peixes por asfixia.
Os produtores escutaram atentos a apresentação e participaram do balanço da produção do ano. “Nossa grande dificuldade foi a venda no mês de julho, um mês que ninguém costuma comprar peixe, pois é temporada de pesca em todo o estado”, contou Arnezil da Silva um dos produtores acompanhados pelo projeto.
Ao abordar o problema em sua apresentação, o pesquisador em economia Manoel Pedroza, sugeriu que os produtores escolhessem uma época ideal para fazer a despesca, a qual aliasse o melhor ganho de peso possível com a demanda sazonal do mercado. “Se vocês têm facilidade em vender peixes menores, talvez seja vantagem retirá-los um pouco antes e vendê-los bem em vez de esperar o peso máximo para despescar numa época de vendas fracas, por exemplo”, explicou Pedroza.
O acompanhamento da produção e a capacitação proporcionada pelo projeto de pesquisa mudaram os resultados da piscicultora Marinete Correia dos Santos Rodrigues. “Depois que participei dos dias de campo e comecei a fazer o manejo direitinho, os peixes pararam de morrer, aumentaram de tamanho e a produção cresceu”, contou a produtora.
A pesquisadora Patrícia Maciel relembrou as etapas de construção do projeto que surgiu das demandas levantadas pelos próprios produtores, por meio de um diagnóstico participativo. Os piscicultores ressaltaram os pontos mais importantes e os que estariam relacionados à área de atuação da Embrapa, como por exemplo: a inadequação dos viveiros, a qualidade da água, manejo inadequado e dificuldades de venda da produção, entre outros tópicos.
O processo de triagem das pisciculturas monitoradas foi realizado de forma participativa, com escolhas feitas pelos próprios produtores e baseadas em critérios técnicos. Ao todo, dez piscicultores foram selecionados e capacitados para registrar diversos parâmetros fundamentais para o controle da criação como temperatura, nível de oxigênio e transparência da água, medição e pesagem periódica dos peixes (biometria), registro da quantidade de ração dispensada a cada dia etc.
Esses dados geraram uma enorme base de dados que serviu para analisar o desempenho de cada piscicultura. Os resultados técnicos foram mostrados pela pesquisadora Adriana Lima aos produtores. “Percebemos, por exemplo, uma alta mortalidade num viveiro no qual não foi feita a calagem”, contou a especialista que explicou o processo em cadeia gerado a partir daí.
Sem a calagem, segundo narrou Adriana, ficou difícil controlar a alcalinidade da água, como consequência, os fitoplânctons, pequenos vegetais que habitam a superfície, não se fixaram no viveiro. Sem eles, a água ficou muito transparente o que provocou o surgimento de plantas no fundo do viveiro, as quais disputaram oxigênio com os peixes da criação. Para piorar, os fitoplânctos produzem oxigênio e sem eles, portanto, a água fica com níveis muito baixos desse gás vital, o que mata os peixes por asfixia.
Os produtores escutaram atentos a apresentação e participaram do balanço da produção do ano. “Nossa grande dificuldade foi a venda no mês de julho, um mês que ninguém costuma comprar peixe, pois é temporada de pesca em todo o estado”, contou Arnezil da Silva um dos produtores acompanhados pelo projeto.
Ao abordar o problema em sua apresentação, o pesquisador em economia Manoel Pedroza, sugeriu que os produtores escolhessem uma época ideal para fazer a despesca, a qual aliasse o melhor ganho de peso possível com a demanda sazonal do mercado. “Se vocês têm facilidade em vender peixes menores, talvez seja vantagem retirá-los um pouco antes e vendê-los bem em vez de esperar o peso máximo para despescar numa época de vendas fracas, por exemplo”, explicou Pedroza.
O acompanhamento da produção e a capacitação proporcionada pelo projeto de pesquisa mudaram os resultados da piscicultora Marinete Correia dos Santos Rodrigues. “Depois que participei dos dias de campo e comecei a fazer o manejo direitinho, os peixes pararam de morrer, aumentaram de tamanho e a produção cresceu”, contou a produtora.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura – Fábio Reynol
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