quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Projeto Divinópolis apresenta resultados do Diagnóstico Rápido Participativo


Após realizar uma série de entrevistas com os agricultores familiares de Divinópolis e Abreulândia, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária,Embrapa, representada pela equipe que compõe o “Projeto Divinópolis – Inovação Tecnológica na Piscicultura Familiar”, apresentou os resultados do diagnóstico. A atividade, denominada Devolutiva, foi realizada no centro de cultura da cidade de Divinópolis (TO), no dia 30 de agosto. O objetivo do Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) foi conhecer a realidade da piscicultura no sistema de produção da agricultura familiar dos dois municípios, para levantar demandas tecnológicas e não tecnológicas.

O pesquisador da Embrapa, Adriano Prysthon, explicou que esta etapa se relaciona ao retorno das informações geradas no DRP aos piscicultores, para devolver e analisar coletivamente os resultados do diagnóstico, assim como eleger as prioridades. Os resultados foram expostos publicamente em painéis com fotos e ilustrações das técnicas aplicadas no DRP, mobilizando novamente os grupos sociais envolvidos com a piscicultura, compostos por piscicultores e parceiros. “Esta exposição é um momento de validação dos resultados e pré-análise dos mesmos”, explicou Prysthon.

“O objetivo da etapa Devolutiva é expor e debater as informações, analisar os problemas considerados mais importantes e realizar a identificação das possíveis soluções. Para isso, as demandas foram categorizadas em função do caráter técnico, ambiental, social e econômico”, pontuou o pesquisador.

As categorias destacadas foram a saúde dos peixes, a gestão da piscicultura, os problemas com alevinos e a falta de planejamento na construção dos viveiros e barragens. Foram diagnosticados, também, a falta de organização entre produtores e a necessidade de formação de uma associação ou uma cooperativa, bem como a necessidade de obtenção da licença ambiental e da realização de um projeto para a implantação adequada dos viveiros. Outra demanda apontada nos estudos foi a importância da qualidade da água em todas as fases do cultivo.

Diante desta exposição, os piscicultores puderam definir e priorizar as ações a serem geradas para solucionar os problemas. A assembleia elegeu as 10 prioridades para compor a lista de demandas a serem tratadas, na seguinte ordem: licença ambiental; estrutura de viveiro inadequada; falta de crédito; falta de água no fim do cultivo; custo de produção muito alto; manejo da piscicultura; qualidade do alevino; pouca assistência técnica; organização social e dificuldade de venda.

Demandas Tecnológicas e Não tecnológicas

O pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura e líder do projeto, Manoel Xavier Pedrosa Filho, ressaltou que as demandas priorizadas pelos produtores na reunião de devolutiva dos resultados do DRP serão divididas em demandas tecnológicas e não tecnológicas. “As demandas tecnológicas, como manejo de ração, qualidade da água, construção de viveiros, por exemplo, serão tratadas diretamente pela equipe da Embrapa, através de ações de transferência de tecnologia. Serão realizados dias de campo e treinamento de multiplicadores. Além disso, uma rede de referência, formada por 10 piscicultores, será acompanhada pelo projeto”, disse.

Pedrosa explicou, também, que as demandas tecnológicas serão trabalhadas por meio de ações de pesquisa, haja vista a existência de problemas técnicos mais complexos como o manejo de água no período da estiagem e o uso de alimento alternativo.

“As demandas não tecnológicas serão encaminhadas às instituições parceiras responsáveis pelo tema em questão, como por exemplo o licenciamento ambiental e a assistência técnica. Além disso, foi formado um fórum permanente, articulado pelo Projeto Divinópolis, composto pelos produtores e instituições parceiras, para encaminhar e monitorar o tratamento dessas demandas”, conclui Pedrosa.

Neste evento participaram 37 piscicultores e representantes das empresas parceiras do projeto, Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Núcleo de Economia Aplicada da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantis (Adapec).

Além da Embrapa, Ruraltins, NESol UFT, MPA e Adapec, também fazem parte do Projeto Divinópolis a Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário (SEAGRO), a Faculdade Católica de Tocantins, o Instituto Federal Tecnológico do Tocantins (IFTO), o Banco do Brasil e a empresa de assistência técnica, Agroter.

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura

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