Entre os
dias 10 e 14 de dezembro de 2012, especialistas da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária, Embrapa, participaram de um treinamento realizado pelo
Centro Internacional de Estudos Avançados em Agronomia Mediterrânea em parceria
com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em
Zaragoza, Espanha. A equipe foi composta pelos pesquisadores Roberto Manolio
Valladão Flores, Manoel Xavier Pedroza Filho e pela analista Renata Melon
Barroso, todos da Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO).
A viagem foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do projeto da carteira Macroprograma 6 (MP6) da Embrapa: “Desenvolvimento de estratégias de inclusão produtiva para pequenos piscicultores do Tocantins, a partir da análise da governança da cadeia global de valor”. A carteira MP6 da Embrapa engloba projetos voltados à agricultura familiar.
De acordo com o pesquisador Roberto Flores, o objetivo principal foi trocar conhecimentos sobre elaboração e aplicação de pesquisas sobre distribuição e consumo de pescados nos diversos centros internacionais. “Os resultados dos trabalhos realizados na Espanha serão direcionados para desenvolver estratégias de inclusão dos produtores familiares na cadeia produtiva do pescado, no projeto desenvolvido no Tocantins”, ressaltou.
Além da Embrapa, o treinamento contou com a participação de 22 especialistas de 18 países, representando quatro continentes que atuam na área de marketing e em pesquisas relacionadas ao mercado de pescado, entre os quais profissionais da própria FAO.
Renata Melon elogiou o fato de o curso ter sido ministrado por pesquisadores da área, oriundos de diferentes países. “Um dos pontos altos foi o contato com o mercado espanhol, um dos principais no mundo na área de pescado e no qual o consumo é bem elevado”, colocou a especialista ressaltando que, apesar de a indústria europeia de pescado ser mais desenvolvida que a brasileira, os consumidores de ambos os mercados são mais semelhantes do que ela costumava julgar.
Durante o treinamento a equipe realizou uma pesquisa junto a varejistas de pescado de Zaragoza e uma visita técnica à empresa Caladero, uma das maiores indústrias de processamento de pescados do mundo. Os participantes do curso visitaram os pontos de venda para coletar preços, conhecer as espécies à venda, além da forma de apresentação e de conservação do produto no mercado. Depois o grupo discutiu sobre problemas e oportunidades do mercado de pescados. “Tivemos aulas sobre como realizar análises de preços e como desenvolver e aplicar questionários e entrevistas”, explicou Flores.
Os participantes ainda tiveram que fazer uma apresentação sobre o mercado de pescado de seus países de origem. Os profissionais da Embrapa Pesca e Aquicultura representaram o Brasil ao apresentar o panorama do mercado brasileiro e os trabalhos desenvolvidos pela Empresa na área de economia aquícola. “O mais importante foi conhecer em profundidade metodologias de pesquisa de marketing passíveis de serem utilizadas para estudar o mercado de pescado brasileiro”, colocou Manoel Pedroza.
De acordo com o pesquisador, o curso proporcionou informações sobre mercados de pescado de países desenvolvidos e em desenvolvimento como China, Índia e Vietnã, os quais também enviaram participantes. ”Foi uma ótima oportunidade para conhecer potenciais parceiros e dar visibilidade aos trabalhos da Embrapa em aquicultura, os quais são poucos conhecidos no exterior”, apontou Pedroza ressaltando que a FAO e representantes de Uganda, na África, demonstraram interesse em desenvolver projetos de cooperação técnica sobre cadeia global de valor da piscicultura familiar.
“O conhecimento adquirido vai ajudar significativamente no desenvolvimento dos projetos que estamos executando aqui, junto ao Macroprograma 6 da Embrapa e ao CNPq, bem como em projetos futuros ligados ao mercado de pescados”, concluiu Pedroza.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura
A viagem foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do projeto da carteira Macroprograma 6 (MP6) da Embrapa: “Desenvolvimento de estratégias de inclusão produtiva para pequenos piscicultores do Tocantins, a partir da análise da governança da cadeia global de valor”. A carteira MP6 da Embrapa engloba projetos voltados à agricultura familiar.
De acordo com o pesquisador Roberto Flores, o objetivo principal foi trocar conhecimentos sobre elaboração e aplicação de pesquisas sobre distribuição e consumo de pescados nos diversos centros internacionais. “Os resultados dos trabalhos realizados na Espanha serão direcionados para desenvolver estratégias de inclusão dos produtores familiares na cadeia produtiva do pescado, no projeto desenvolvido no Tocantins”, ressaltou.
Além da Embrapa, o treinamento contou com a participação de 22 especialistas de 18 países, representando quatro continentes que atuam na área de marketing e em pesquisas relacionadas ao mercado de pescado, entre os quais profissionais da própria FAO.
Renata Melon elogiou o fato de o curso ter sido ministrado por pesquisadores da área, oriundos de diferentes países. “Um dos pontos altos foi o contato com o mercado espanhol, um dos principais no mundo na área de pescado e no qual o consumo é bem elevado”, colocou a especialista ressaltando que, apesar de a indústria europeia de pescado ser mais desenvolvida que a brasileira, os consumidores de ambos os mercados são mais semelhantes do que ela costumava julgar.
Durante o treinamento a equipe realizou uma pesquisa junto a varejistas de pescado de Zaragoza e uma visita técnica à empresa Caladero, uma das maiores indústrias de processamento de pescados do mundo. Os participantes do curso visitaram os pontos de venda para coletar preços, conhecer as espécies à venda, além da forma de apresentação e de conservação do produto no mercado. Depois o grupo discutiu sobre problemas e oportunidades do mercado de pescados. “Tivemos aulas sobre como realizar análises de preços e como desenvolver e aplicar questionários e entrevistas”, explicou Flores.
Os participantes ainda tiveram que fazer uma apresentação sobre o mercado de pescado de seus países de origem. Os profissionais da Embrapa Pesca e Aquicultura representaram o Brasil ao apresentar o panorama do mercado brasileiro e os trabalhos desenvolvidos pela Empresa na área de economia aquícola. “O mais importante foi conhecer em profundidade metodologias de pesquisa de marketing passíveis de serem utilizadas para estudar o mercado de pescado brasileiro”, colocou Manoel Pedroza.
De acordo com o pesquisador, o curso proporcionou informações sobre mercados de pescado de países desenvolvidos e em desenvolvimento como China, Índia e Vietnã, os quais também enviaram participantes. ”Foi uma ótima oportunidade para conhecer potenciais parceiros e dar visibilidade aos trabalhos da Embrapa em aquicultura, os quais são poucos conhecidos no exterior”, apontou Pedroza ressaltando que a FAO e representantes de Uganda, na África, demonstraram interesse em desenvolver projetos de cooperação técnica sobre cadeia global de valor da piscicultura familiar.
“O conhecimento adquirido vai ajudar significativamente no desenvolvimento dos projetos que estamos executando aqui, junto ao Macroprograma 6 da Embrapa e ao CNPq, bem como em projetos futuros ligados ao mercado de pescados”, concluiu Pedroza.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura
Nenhum comentário:
Postar um comentário