Abrindo a Semana do Peixe, Embrapa certifica participantes no último
módulo da Capacitação Continuada em Piscicultura de Água Doce no Sudeste do
Tocantins
Após 110 horas de curso ao longo de cinco módulos ministrados no período
de dez meses, a Embrapa Pesca e Aquicultura certificou a primeira turma da
Capacitação Continuada em Piscicultura de Água Doce do Sudeste do Tocantins, no
município de Almas (TO). Ao todo, 30 participantes entre piscicultores e
técnicos multiplicadores aprenderam técnicas de produção que vão desde a
reprodução até a conservação da carne e receberam seus certificados no dia 29
de agosto.
Entre aulas teóricas e demonstrações práticas em dias de campo, os participantes passaram por avaliações no fim de cada módulo. “É gratificante ver que muitos produtores já sentiram aumento na produtividade ao aplicar as práticas de manejo passadas no curso”, disse a zootecnista Marcela Mataveli, da Embrapa Pesca e Aquicultura, Palmas (TO), que coordenou a capacitação.
Procedimentos simples, como armazenar adequadamente a ração, gerou resultados surpreendentes para o piscicultor João Francisco Pimenta que cria peixes em tanques que somam pouco mais de cinco hectares de lâmina d’água, na região rural de Almas. “Eu perdia muita ração ao deixar sacos encostados na parede, onde pegavam umidade e mofavam”, conta o produtor. Porém o maior ganho, segundo ele, foi a redução da mortalidade dos animais a níveis próximos de zero.
“Eu costumava perder cerca de 40% dos alevinos e nesta safra não perdi nenhum”, comemora Pimenta explicando que obteve esse feito ao colocar os alevinos em um tanque especial onde recebem ração adequada e são alimentados três vezes ao dia, frequência maior que a destinada a peixes adultos. Ao lançar a ração em pontos diferentes do viveiro, o produtor também obteve animais maiores e lotes mais uniformes. “Antes cada peixe saía com um tamanho, pois nem todos conseguiam chegar até a ração que ficava em só um canto do viveiro”, lembra o produtor.
Além de impactar na própria produção, os piscicultores também se tornaram multiplicadores das boas práticas aprendidas no curso. O proprietário da fazenda Piripiri, o piscicultor José Botelho, já é consultado por piscicultores locais como referência na produção de peixes. Sua propriedade foi utilizada em diversos dias de campo da capacitação e muitos produtores já ligam para ele pedindo dicas e informações sobre boas práticas de manejo.
Recentemente, Botelho salvou a produção de um colega que estava sofrendo grandes perdas em sua criação. “Percebi que ele estava com peixes demais no tanque e que a alimentação dos animais era inadequada, aconselhei o colega a diminuir a densidade e a alimentar os animais com ração adequada. Algum tempo depois ele me ligou agradecendo, pois a mortandade dos peixes havia desaparecido”, narra o produtor.
Modelo para o país
A cerimônia de encerramento, realizada no dia 29 de agosto na Câmara Municipal de Almas, contou com a presença de autoridades do setor que elogiaram os bons resultados do trabalho. “O sudeste do Tocantins poderá servir de modelo para piscicultores de todo o país”, afirmou o superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) no Tocantins, Guilherme Burns Vaz, em seu discurso.
O chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura, Alexandre Aires de Freitas, agradeceu aos parceiros da capacitação e anunciou o convite da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária de Goiás (Emater-GO) para repassar o mesmo curso para os técnicos extensionistas daquele estado. “Esse é um sinal do sucesso deste trabalho que veio graças ao empenho de toda equipe envolvida, dos participantes e dos parceiros que nos apoiaram”, colocou.
A coordenadora nacional da Carteira de Projetos de Aquicultura e Pesca do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Newman Maria da Costa, disse que a instituição está disposta a apoiar projetos de qualidade no Tocantins. “A piscicultura só não se desenvolverá neste estado se as pessoas não quiserem, aqui há todas as condições para esse setor prosperar”, declarou.
Em nome dos participantes do curso, João de Albuquerque Filho, técnico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), lembrou da importância da piscicultura para a economia da região. “Somente em Almas, o setor gera 500 empregos diretos, por isso essa capacitação é valiosa para o desenvolvimento desta região”, disse o técnico.
A presidente do Ruraltins, Miyuki Yashida, elogiou a sinergia entre os parceiros a qual permitiu o êxito dos trabalhos. “É gratificante ver o Estado do Tocantins trabalhando em parceria com a Embrapa, com o Sebrae, com a Prefeitura de Almas, com o Ministério da Pesca e Aquicultura em pela piscicultura”, disse ela. O prefeito de Almas, Leonardo Cintra, disse que a piscicultura é o carro chefe da economia do município e trará ainda mais crescimento para a cidade.
Bem estar animal
O último módulo da capacitação continuada contou com aulas relacionadas à despesca, abate, conservação e práticas de bem-estar animal. Para falar sobre este último tema foi convidada a professora Carla Forte Miolino Molento, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A assessora técnica do MPA, Lilian Azevedo Figueiredo, falou sobre recomendações de organizações internacionais para o bem estar animal. Patrícia Rezende, veterinária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), apresentou as ações e programas do ministério relacionados a abate e bem estar animal.
Os médicos veterinários Hellen Guerreiro, Leandro Kanamaru e Patrícia Mochiaro, pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura falaram sobre técnicas de conservação e abate de peixes e de análises para averiguar a qualidade da carne. No dia 30 de agosto, os participantes tiveram uma aula prática de despesca e conservação de pescado na fazenda Piripiri, nesse dia participaram também alunos do Colégio Agropecuário de Almas.
A capacitação continuada foi uma realização da Embrapa Pesca e Aquicultura por meio de uma parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura e com o Ruraltins e contou com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae), Banco da Amazônia (BASA), Prefeitura Municipal de Almas e Câmara Municipal de Almas.
Entre aulas teóricas e demonstrações práticas em dias de campo, os participantes passaram por avaliações no fim de cada módulo. “É gratificante ver que muitos produtores já sentiram aumento na produtividade ao aplicar as práticas de manejo passadas no curso”, disse a zootecnista Marcela Mataveli, da Embrapa Pesca e Aquicultura, Palmas (TO), que coordenou a capacitação.
Procedimentos simples, como armazenar adequadamente a ração, gerou resultados surpreendentes para o piscicultor João Francisco Pimenta que cria peixes em tanques que somam pouco mais de cinco hectares de lâmina d’água, na região rural de Almas. “Eu perdia muita ração ao deixar sacos encostados na parede, onde pegavam umidade e mofavam”, conta o produtor. Porém o maior ganho, segundo ele, foi a redução da mortalidade dos animais a níveis próximos de zero.
“Eu costumava perder cerca de 40% dos alevinos e nesta safra não perdi nenhum”, comemora Pimenta explicando que obteve esse feito ao colocar os alevinos em um tanque especial onde recebem ração adequada e são alimentados três vezes ao dia, frequência maior que a destinada a peixes adultos. Ao lançar a ração em pontos diferentes do viveiro, o produtor também obteve animais maiores e lotes mais uniformes. “Antes cada peixe saía com um tamanho, pois nem todos conseguiam chegar até a ração que ficava em só um canto do viveiro”, lembra o produtor.
Além de impactar na própria produção, os piscicultores também se tornaram multiplicadores das boas práticas aprendidas no curso. O proprietário da fazenda Piripiri, o piscicultor José Botelho, já é consultado por piscicultores locais como referência na produção de peixes. Sua propriedade foi utilizada em diversos dias de campo da capacitação e muitos produtores já ligam para ele pedindo dicas e informações sobre boas práticas de manejo.
Recentemente, Botelho salvou a produção de um colega que estava sofrendo grandes perdas em sua criação. “Percebi que ele estava com peixes demais no tanque e que a alimentação dos animais era inadequada, aconselhei o colega a diminuir a densidade e a alimentar os animais com ração adequada. Algum tempo depois ele me ligou agradecendo, pois a mortandade dos peixes havia desaparecido”, narra o produtor.
Modelo para o país
A cerimônia de encerramento, realizada no dia 29 de agosto na Câmara Municipal de Almas, contou com a presença de autoridades do setor que elogiaram os bons resultados do trabalho. “O sudeste do Tocantins poderá servir de modelo para piscicultores de todo o país”, afirmou o superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) no Tocantins, Guilherme Burns Vaz, em seu discurso.
O chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura, Alexandre Aires de Freitas, agradeceu aos parceiros da capacitação e anunciou o convite da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária de Goiás (Emater-GO) para repassar o mesmo curso para os técnicos extensionistas daquele estado. “Esse é um sinal do sucesso deste trabalho que veio graças ao empenho de toda equipe envolvida, dos participantes e dos parceiros que nos apoiaram”, colocou.
A coordenadora nacional da Carteira de Projetos de Aquicultura e Pesca do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Newman Maria da Costa, disse que a instituição está disposta a apoiar projetos de qualidade no Tocantins. “A piscicultura só não se desenvolverá neste estado se as pessoas não quiserem, aqui há todas as condições para esse setor prosperar”, declarou.
Em nome dos participantes do curso, João de Albuquerque Filho, técnico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), lembrou da importância da piscicultura para a economia da região. “Somente em Almas, o setor gera 500 empregos diretos, por isso essa capacitação é valiosa para o desenvolvimento desta região”, disse o técnico.
A presidente do Ruraltins, Miyuki Yashida, elogiou a sinergia entre os parceiros a qual permitiu o êxito dos trabalhos. “É gratificante ver o Estado do Tocantins trabalhando em parceria com a Embrapa, com o Sebrae, com a Prefeitura de Almas, com o Ministério da Pesca e Aquicultura em pela piscicultura”, disse ela. O prefeito de Almas, Leonardo Cintra, disse que a piscicultura é o carro chefe da economia do município e trará ainda mais crescimento para a cidade.
Bem estar animal
O último módulo da capacitação continuada contou com aulas relacionadas à despesca, abate, conservação e práticas de bem-estar animal. Para falar sobre este último tema foi convidada a professora Carla Forte Miolino Molento, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A assessora técnica do MPA, Lilian Azevedo Figueiredo, falou sobre recomendações de organizações internacionais para o bem estar animal. Patrícia Rezende, veterinária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), apresentou as ações e programas do ministério relacionados a abate e bem estar animal.
Os médicos veterinários Hellen Guerreiro, Leandro Kanamaru e Patrícia Mochiaro, pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura falaram sobre técnicas de conservação e abate de peixes e de análises para averiguar a qualidade da carne. No dia 30 de agosto, os participantes tiveram uma aula prática de despesca e conservação de pescado na fazenda Piripiri, nesse dia participaram também alunos do Colégio Agropecuário de Almas.
A capacitação continuada foi uma realização da Embrapa Pesca e Aquicultura por meio de uma parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura e com o Ruraltins e contou com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae), Banco da Amazônia (BASA), Prefeitura Municipal de Almas e Câmara Municipal de Almas.
Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura (Fábio Reynol)
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