terça-feira, 11 de junho de 2013

Águas vivas ameaçam fauna do Mar Mediterrâneo



A Comissão Geral de Pesca do Mar Mediterrâneo, entidade que pertence a FAO, adverte que as águas vivas “são a gota que faltava” para que a fauna local entre em colapso. O anúncio se deu durante um evento em Roma.

Segundo o estudo, o aumento repentino da população de águas vivas é fruto, sobretudo, da pesca predatória, a qual elimina os predadores marinhos.

O aumento do número de “medusas”, que se alimenta de larvas e de peixes pequenos, pode fazer com que se reduza ainda mais a “capacidade de recuperação das populações de peixes já afetadas pela pesca excessiva”.

Alguns especialistas entendem que a proliferação das águas vivas também é fruto do aquecimento global. Por conta dele há um aumento dos nutrientes na água capazes de alimentar estes e outros animais da base da cadeia alimentar.

A FAO pretende prevenir a proliferação das águas vivas por meio da criação de alertas e da instalação de barreiras nas granjas aquícolas, além de insistir na redução da sobrepesca.

Um problema semelhante ocorreu nos anos 1980. À época a FAO teve que lidar com uma espécie de água viva que foi introduzida acidentalmente no Mediterrâneo. Com o passar do tempo houve um equilíbrio. Mas, por conta da diminuição dos predadores, as águas vivas estão retomando a condição de “pragas”.




Fonte: Revista Pesca & Companhia 

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